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Minha Vida Maravilhosa Após o Renascimento romance Capítulo 2

Quando estava prestes a desligar o telefone, ouviu-se do outro lado uma voz feminina agradável, mas um tanto impaciente.

“Gerente, olá. Você está com o Henrique Figueira? Passe o telefone para ele!”

Sr. Alves sentiu um calafrio percorrer-lhe o corpo.

Quem seria essa mulher?

Foi bastante educada com ele, mas ousou chamar diretamente pelo nome completo do Sr. Figueira!

Seria alguma admiradora do Sr. Figueira?

Sr. Figueira era jovem, bonito, muito rico e ainda era o famoso Padre Pio da Palmeira Verde. Muitas mulheres gostavam dele.

Porém, tratando-se do presidente, Sr. Alves não ousou tomar nenhuma decisão por conta própria.

Ele apertou o botão de mudo e perguntou respeitosamente: “Sr. Figueira, há uma moça no primeiro andar do shopping pedindo para falar com o senhor ao telefone. O senhor deseja atender?”

Imaginava que o presidente recusaria, mas, surpreendentemente, ele estendeu a mão quase sem hesitar.

Sr. Alves desativou o mudo e entregou cuidadosamente seu celular ao presidente.

Henrique pegou o telefone e falou de maneira direta: “Quem é você? O que deseja comigo?”

Alessandra respondeu: “Sou sua irmã! Venha…”

O olhar de Henrique tornou-se imediatamente gelado, interrompendo-a de forma abrupta: “Cai fora.”

A temperatura do escritório pareceu cair cinco graus naquele instante.

Sr. Alves ficou aterrorizado, pegou o telefone de volta e tratou de enviar rapidamente uma mensagem para a equipe de segurança.

“Removam essa mulher imediatamente!”

O homem sentado na cadeira do diretor exibia uma aparência impecável, vestia um terno preto elegante e exalava uma aura de frieza absoluta.

Sr. Alves estava apavorado, mas ainda assim reuniu coragem para dizer: “Sr. Figueira, acalme-se, já pedi para os seguranças resolverem a situação.”

Ele não ouviu ao certo o que a mulher dissera, mas imaginou que era mais uma dessas que perseguiam o presidente.

Atualmente, todos sabiam que o presidente gostava de Camila, a estrela mais badalada do momento.

Essas mulheres sequer avaliavam suas próprias condições antes de tentar se aproximar, isso era pura insensatez!

Henrique não esperava que alguém ousasse se passar por sua irmã. Manipulou as contas do rosário em seus dedos, lutando para controlar sua irritação, e então pegou seu próprio celular com as mãos longas e elegantes.

Ele abriu a conversa fixada no topo e enviou uma mensagem.

“Aqui já estamos esvaziando o local. Quando estiver chegando, me avise que vou te buscar.”

A mensagem anterior não tinha sido respondida, era ele perguntando se ela já tinha saído de casa.

No entanto, ela estava envolvida em uma maratona de divulgação de filmes recentemente; era raro conseguir um descanso, então era normal demorar na resposta.

Ao ver a frieza habitual do presidente dar lugar a um traço de ternura nos olhos, Sr. Alves teve certeza de que ele conversava com Camila.

“Sr. Figueira, assisti ao novo filme da Sra. Oliveira. É realmente espetacular! Levei minha família para assistir três, quatro vezes!”

Henrique continuou a manipular o rosário, lançou um olhar frio para a assistente e depois voltou-se para Sr. Alves, “Pode continuar.”

A assistente ficou sem palavras, quase sem fôlego.

As palavras “Sra. Oliveira” pareciam ser uma espécie de senha mágica, bastava mencioná-las e o presidente parecia perder toda a racionalidade!

Sr. Alves, por dentro, torceu o nariz, sem entender como aquela assistente chegara ao cargo, sem nenhuma percepção, e ainda por cima era mulher!

Mas, com alta inteligência emocional, não deixou transparecer nada. Apenas continuou: “A marca representada pela Sra. Oliveira em nosso shopping…”

No entanto, dessa vez, nem conseguiu terminar a frase.

Ouviu-se um rangido.

A porta do escritório do gerente foi aberta.

Os três olharam para cima.

Depararam-se com uma jovem de cerca de dezessete ou dezoito anos, seguida de perto por um segurança.

O rosto de Sr. Alves fechou-se de imediato, “Quem deixou você entrar? Saia imediatamente! Segurança, corra, tire-a daqui!”

A assistente permaneceu em silêncio, pois achou o rosto da garota familiar.

Henrique também não disse nada; sua mente ficou em branco, paralisando-o por um momento.

Até que a garota, cheia de raiva, aproximou-se e puxou sua orelha, dizendo: “Henrique, seu moleque, está pedindo para apanhar, não é?”

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