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Minha Filha Adotiva E Minha Vida De Glória romance Capítulo 6

— Então, quando o Sr. Ferreira acha que é adequado?

Arthur a encarava com os olhos escuros.

Depois de um longo silêncio, ele disse com voz gelada: — Saia da minha sala e espere eu mandar um aviso para você.

Camila se virou e saiu andando, os olhos dela já estavam cheios de lágrimas quando ele completou: — Leve esse papel com você.

Camila respirou fundo, virou-se, agachou-se e recolheu o acordo de divórcio do chão.

Uma lágrima caiu sobre o papel.

Arthur franziu a testa com desgosto.

Saindo do escritório, Camila não conseguiu mais se segurar e as lágrimas rolaram soltas como pérolas de um colar arrebentado.

Na área comum, funcionários entravam e saíam, todos olhando para ela com curiosidade e comentando baixinho:

— Quem é ela mesmo?

— Nunca vi ela aqui antes.

— Olha a roupa dela, deve ter vindo fazer entrevista de faxina.

— Hahaha.

A discussão ao redor era cortante e os olhares não estavam livres de deboche.

Camila não aguentou mais e correu para a escada, cobrindo a boca.

Arthur tinha a mandado ir até lá, parecendo que o propósito era apenas humilhá-la.

Por não amá-la, tudo o que ela fazia estava errado.

Tiago a seguiu e lhe entregou um pacote de lenços: — Sinto muito, senhora, mas a Srta. Rossi chegou de manhã e ficou no escritório do Sr. Ferreira. Ele disse que ninguém poderia entrar sem a sua autorização.

Então foi por isso que a fez esperar tanto tempo?

Camila recusou os lenços que ele estendeu e secou as próprias lágrimas com a palma da mão. — Estou bem, não se preocupe.

Tiago assentiu e foi embora.

Camila respirou fundo e tirou o espelho da bolsa. A ponta do nariz estava vermelha de tanto chorar, o rosto coberto de marcas e a leve maquiagem que tinha passado pela manhã estava toda borrada por causa das lágrimas.

Até ela se odiava assim, o que dirá um homem.

Com toda aquela confusão, já era uma da tarde.

Camila não tinha bebido nem um gole de água a manhã inteira. Ela foi à cafeteria no andar de baixo e pediu uma xícara de café e um pedaço de bolo.

Camila tinha um pouco de astúcia. Ela descobriu que Giovanna e Arthur faziam parte do mesmo círculo de amigos e se conheciam desde pequenos.

Então ela quis se aproximar de Giovanna primeiro e através dela conhecer Arthur.

Ela e Giovanna se inscreveram no mesmo clube.

Em uma das atividades em grupo, ela foi ao banheiro e, ao voltar, viu que alguém tinha derramado café na mochila dela.

Giovanna tomou a iniciativa de procurá-la, dizendo que acidentalmente sujou a bolsa dela e que compraria outra.

Com essas interações, as duas se conheceram.

Mas não se tornaram amigas, ficando apenas no nível de conhecidas.

A ponto de a própria Camila esquecer que conhecia alguém com aquele sobrenome.

— O que faz aqui? — Giovanna arregalou os belos olhos grandes e perguntou com curiosidade.

Camila pegou a xícara e tomou um gole de café: — Só caminhando um pouco. E você?

— Vim visitar o meu namorado. — Giovanna baixou a cabeça levemente, com um tom de voz tímido e cheio de amor.

Elegante e doce, intelectual e meiga, e entre os olhos e as sobrancelhas havia o pudor de estar nutrida de amor, lhe dando uma vivacidade de menina.

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