Mariana se contorceu, sentindo-se um pouco desconfortável. Meio adormecida, percebeu que a sensação vinha de uma parte íntima do seu corpo.
Ela abriu os olhos. Arthur estava se endireitando. As cortinas do quarto estavam fechadas, deixando apenas uma fresta de luz que incidia sobre o peito nu do homem.-
A luz prateada da lua derramava-se sobre ele, dividindo seu corpo entre luz e sombra. Metade estava oculta na escuridão, revelando apenas os contornos, enquanto a outra metade ganhava um tom azulado, como um reflexo da piscina no andar de baixo.
As clavículas afundavam com o movimento de seus braços. Abaixo do peitoral bem definido, os músculos ondulavam e as veias dos braços saltavam. E as mãos dele estavam por baixo da camisola dela.
Para garantir que a filha tivesse uma primeira noite de núpcias ardente, dona Cecília havia sumido com todos os pijamas de mangas compridas e calças, deixando apenas uma fileira de camisolas de seda e renda que Mariana nunca tinha visto.
Ela havia escolhido a mais conservadora, achando que ele não teria muito interesse antes de dormir.
— Acordou? — A voz do homem soou baixa.
Mariana apertou os lençóis com os dedos e murmurou um "hum" baixinho.
O som saiu parecido com o miado de sua gata, soando terrivelmente sugestivo no meio da noite.
— Acho que você não vai precisar daquela coisa na gaveta. — Arthur disse de repente, com um tom sombrio. Na escuridão, sua voz parecia carregar uma rouquidão ambígua, magnética e sedutora.
Mariana sentiu um comichão no peito provocado por ele, mas sua consciência ainda não havia retornado por completo.
— Hã?
— Já beijou na boca? — Arthur perguntou.
— O quê? — Ela duvidou se estava sonhando. Caso contrário, como poderia acordar sentindo-se em um filme adulto?
Arthur inclinou-se, apoiando as mãos de cada lado dela. Sob a pressão de sua força, Mariana finalmente despertou um pouco mais.
Seu novo marido parecia querer exercer os privilégios de marido.
As feições afiadas e bonitas do homem se aproximaram, e o coração de Mariana começou a acelerar. As mãos dele subiram por baixo da barra da camisola.
As pontas dos dedos, levemente calejadas, tocaram a pele macia dela, fazendo-a estremecer de leve.
— Tão sensível? — Ele ergueu uma sobrancelha, parecendo muito satisfeito com a reação.
Mariana engoliu em seco.


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