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Me Satisfaça, Daddy romance Capítulo 9

(Ponto de vista de Grace)

Meu rosto estava em chamas. Não só o rosto, mas também o pescoço inteiro, os ombros e até a ponta das orelhas ficaram vermelhos demais. Sempre acontecia quando eu estava furiosa. Quando aquele tipo de raiva silenciosa subia dentro de mim como água fervente. Eu conseguia senti-la sob a pele, pronta para explodir.

Meu Deus, eu odiava tudo naquele momento.

O constrangimento sufocava. A vergonha, a confusão, a sensação de impotência por não lembrar do que tinha acontecido, enquanto aquele desgraçado presunçoso me tratava como se eu fosse apenas alguma garota desesperada que tinha se arrastado até a cama dele implorando por atenção.

Não. Não. Eu não era a vilã dessa história. Eu era a maldita vítima. Mas fiquei ali sentada, deixando ele ir embora, engolindo minhas palavras como uma idiota.

E agora eu estava ali, fervendo em arrependimento, com meu orgulho sangrando por todos os lados.

— Ahem. Senhorita. — Uma voz interrompeu.

Levantei o olhar bruscamente para o assistente, ou seja lá o que ele fosse. Ele nem estava olhando para mim. Pelo menos teve a decência de não encarar enquanto eu estava coberta apenas por um cobertor.

— Por favor, senhora. — Disse ele.

— Vista-se para que possamos discutir o valor e—

— Nem termine essa frase. — Retruquei, estreitando os olhos.

— Ou eu juro por Deus que a porta não será a única coisa em que vou jogar algo em seguida.

Ele se encolheu levemente e recuou de imediato.

— Mas o senhor Reed disse que eu deveria lhe dar o que a senhora pedir. Ele nunca faz nada de graça.

— O que vocês pensam que eu sou?! — Rebati, ainda apertando o cobertor contra o peito, os dentes cerrados.

— Eu pareço uma profissional do sexo para você? Não me importa se o seu precioso senhor Reed é algum figurão rico que nunca faz nada de graça. Eu não estou à venda.

Os olhos de Chase se arregalaram em pânico.

— Ninguém está vendo a senhorita dessa forma, eu juro. Não é isso. — Disse ele, desviando o olhar, claramente constrangido.

— O senhor Reed apenas insiste em pagar pelo que aconteceu ontem à noite. Uma compensação, só isso. Ele não quer que seja injusto com a senhora.

Quase dei uma risada de escárnio. Injusto comigo? Aquele homem? Ele estava falando do mesmo homem que me humilhou? Ele nem gosta de mim. Por que se importaria com justiça?

— Eu não quero o dinheiro dele. Vá embora agora.

— Senhorita, por favor, apenas diga um valor. — Insistiu.

— Vou me meter em problemas se a senhora se recusar a aceitar. Ele vai achar que eu não cumpri meu trabalho direito.

Eu encarei Chase, o maxilar tenso. E o que isso tinha a ver comigo? Essas pessoas não escutavam. Não se importavam com o que eu dizia. Só queriam concluir a tarefa e se livrar de mim.

Tudo bem.

Se a única forma de acabar com aquele circo era entrar no jogo, então eu faria do meu jeito.

— Está bem. Você quer um valor? — Disse, com a voz rígida.

Chase assentiu rapidamente. Inspirei fundo, apertando ainda mais o cobertor ao redor do corpo.

— Então me dê dez milhões de dólares. Esse é o meu preço. — Declarei com firmeza.

— Dez milhões de dólares. Se ele quer pagar para aliviar a consciência, proteger o ego ou qualquer outro motivo distorcido que tenha, é isso que vai custar. Aceite ou deixe.

Eu esperava descrença, risadas, talvez uma porta batendo na minha cara. Em vez disso, Chase apenas assentiu uma vez.

— Certo, senhora. Por favor, o número da sua conta.

Capítulo 9: Dez milhões de dólares 1

Capítulo 9: Dez milhões de dólares 2

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