Ponto de vista de Apollo.
Existem muitas coisas que as pessoas consideram íntimas: dar as mãos, abraçar, até mesmo fazer sexo. Para mim, sempre foi apenas uma coisa: beijar uma mulher na boca.
Faziam anos que eu não fazia isso. Achei que tivesse enterrado essa parte de mim para sempre. Nunca deixei outra mulher chegar tão perto novamente.
E no entanto, a mulher na minha mesa me beijou.
Eu congelei. Meus quadris pararam, meu pau enterrado fundo dentro dela. Minha mente ficou em branco.
Macios.
Esse foi o primeiro pensamento que me atingiu quando os lábios dela pressionaram os meus. Macios, quentes e incertos. Meus cílios baixaram enquanto eu processava aquilo.
O que mais me perturbou não foi o fato de ela ter me beijado, foi o fato de eu me pegar retribuindo.
Os lábios dela tremeram contra os meus quando ela percebeu o erro, mas meu corpo me traiu. Meu instinto quis afastá-la. Era tarde demais, eu queria reivindicá-la.
Eu estava prestes a diminuir aquela distância quando outra batida soou na porta.
— Senhor Apollo, devo voltar mais tarde? — Chase perguntou.
O som me trouxe de volta à realidade. Afastei-me instantaneamente, minha mandíbula travando, forçando a fraqueza para fora de mim, suprimindo o impulso de esmagar os lábios frágeis dela contra os meus. Meu olhar caiu sobre Grace. Seus dedos tocavam sua boca, seus olhos estavam arregalados e temerosos. Ela parecia uma presa que tivesse exposto a garganta para um lobo.
Minha expressão se fechou. Passei a mão pelo cabelo.
— Você está me irritando, Chase. Volte mais tarde.
Houve uma pausa antes de ele dizer rapidamente:
— S-sim... senhor. Peço desculpas. Voltarei mais tarde. — Seus passos se afastaram, mas não antes de eu captar seu resmungo através da porta.
— Huh. Isso foi estranho. Achei ter ouvido um som... enfim, onde será que está a senhorita Grace? Eu queria mostrar uma coisa legal para ela e convidá-la para jantar.
Minha atenção nunca deixou a mulher à minha frente.
Ela ainda segurava os lábios, parecendo culpada e preocupada, a respiração acelerada.
— E-eu sinto muito, senhor. — Ela gaguejou.
— Eu não tive a intenção, eu só estava assustada e eu...
Eu saí de dentro dela bruscamente; o lamento dela cortou o ar enquanto ela gemia pela vacuidade repentina. Não dei tempo para ela se recuperar. Segurei sua cintura e a virei. Ela estava debruçada sobre a minha mesa agora, as palmas das mãos espalmadas contra a madeira, o vestido amontoado alto em torno de seus quadris.
Sua bunda redonda e empinada me encarava. Meu pau endureceu com a visão. Ela parecia pecaminosa assim, e ainda assim frágil. Cada demônio que eu tentava enterrar dentro de mim queria rastejar para fora e arruiná-la.
— Cinco palmadas, senhorita Grace. — Minha voz soou baixa.
Ela piscou, confusa, olhando por cima do ombro.
— O-o quê?
Minha mão desceu para envolver sua bunda, sentindo-a estremecer sob minha palma.
— Esse é o seu castigo por ir contra a nossa regra. Você cruzou uma linha, e eu não tolero desobediência. — Apertei sua carne macia, afastando-a levemente; ela mordeu o lábio com força.
Sua voz saiu suave, quase para si mesma:
— Mas... eu não fiz por mal.
— Você ainda assim cometeu um erro. — Murmurei sombriamente. — E erros precisam de uma lição. Se eu deixar passar, você vai achar que pode repetir.
Eu me inclinei para perto, a cabeça do meu pau roçando sua entrada escorregadia, provocando-a, empurrando o suficiente apenas para fazer seu corpo se contrair.
— Se você realmente quiser que eu pare, diga. Uma palavra, e eu paro.
A respiração dela travou, as coxas tremendo.
— N-não... o senhor tem razão, senhor. Eu mereço.
Inclinei a cabeça, estudando sua forma curvada sobre minha mesa, sua bunda perfeitamente arqueada para mim. Minha palma deslizou pela curva, traçando a pele lisa lentamente, antes de eu afastar a mão e desferir um golpe forte.
Ela ofegou, os olhos se arregalando enquanto se agarrava à mesa para manter o equilíbrio.
Olhei para a minha mão, meus dedos formigando pelo impacto. Exatamente como eu esperava, a bunda dela era macia. Macia de um jeito que absorvia meu golpe, apenas para quicar de volta, incitando-me a bater novamente. Meus lábios se curvaram levemente, um traço de satisfação distorcendo minhas feições.
Meu olhar subiu para o rosto dela. Ela olhou para mim por cima do ombro, sua expressão oscilando entre dor e prazer. Ver essa transição inflamar suas feições acendeu algo profundo no meu estômago.
Colocando uma mão firmemente na mesa ao lado dela, inclinei-me para perto, meu hálito roçando seu ouvido enquanto eu rosnava:
— Conte, senhorita Grace.
Antes que ela pudesse recuperar o fôlego para responder, desci a mão sobre ela novamente, e naquele exato momento, estoquei de volta para dentro dela.
O corpo dela reagiu instantaneamente, fechando-se apertado ao redor do meu pau. Um sibilado escapou pelos meus dentes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...