Ponto de vista de Grace.
— Você está tentando me deixar nu, senhorita Grace? Porque se você estiver, só precisa pedir, princesa.
A voz profunda dele ecoou pelas paredes. Um calafrio disparou direto pela minha espinha. Abri a boca para falar, mas tudo o que escapou foi um ofego pequeno e indefeso, porque os dentes dele acabavam de roçar a curva da minha orelha, uma mordida nítida que enviou um calor correndo pelo meu pescoço e se instalando no baixo ventre.
Deus, eu nem sabia por que aquilo causava tantas coisas em mim. Ou talvez eu soubesse e apenas não quisesse admitir.
Para piorar, ele estava parado entre minhas pernas nuas. E eu não estava usando calcinha. O que significava que o tecido fino da camisa era tudo o que separava minha pele nua dele. E não era o suficiente, porque cada mudança sutil de seus quadris pressionava seu sexo diretamente contra mim.
Tentei fechar as coxas, desesperada para diminuir a pressão, mas uma das mãos dele deslizou para baixo, a palma firme contra a parte interna do meu joelho, mantendo-me aberta. Ele nem precisava se esforçar; seu aperto era o suficiente para me manter exatamente onde ele queria. Sua outra mão apertou minha cintura, os dedos enterrando-se com força suficiente para me lembrar quem estava no controle ali.
Meu coração batia mais forte quanto mais tempo eu ficava ali, presa. Meu corpo queria se inclinar para frente e deixá-lo decidir o resto.
Não. Absolutamente não.
Ele não poderia possivelmente querer fazer isso de novo, não depois da noite passada. Nenhum homem conseguiria...
Mas então senti a mão dele subindo, roçando mais alto pela minha coxa até que eu soube exatamente para onde ele estava indo. Aquele lugar pulsante que já parecia sensível demais de antes.
Pânico e desejo se emaranharam no meu peito. Empurrei uma das mãos contra o peito dele, sentindo o subir e descer constante de sua respiração.
— V-você não pode...
Ele parou, inclinando-se para trás o suficiente para encontrar meu olhar. Uma sobrancelha se ergueu, sua cabeça pendendo em um olhar que dizia: Prossiga. Me dê sua razão.
Aquela expressão sozinha me fez sentir ridícula, mas ainda assim forcei as palavras para fora.
— Eu... eu preciso de descanso depois do que aconteceu ontem à noite. Eu não dou conta de você... — Minha voz sumiu, o que só fez tudo parecer mais patético.
Por um momento, seus olhos aveludados prenderam os meus, ilegíveis. Mordi o lábio, envergonhada.
Sério, Grace? Você não dá conta dele?
Ele deu um passo atrás. Seu tom era calmo.
— Você tem razão. Peço desculpas pela precipitação.
Fiquei ali sentada, congelada por um momento, segurando a borda do balcão. Eu realmente tinha conseguido. Tinha feito meu chefe me pedir desculpas. Mas não era aquilo que eu queria. Deus, eu o queria. Eu o queria tanto que estava começando a me assustar.
Eleanor tinha me dito que qualquer atração que eu sentisse por Apollo se esgotaria se tivéssemos sexo. Mas ela estava errada.
Se é que era possível, tinha piorado.
Estar perto dele agora tornava impossível pensar com clareza. Meu corpo não apenas lembrava da noite passada; ele ansiava por uma repetição. Mas esse homem era enorme, e se aquela coisa entrasse em mim mais uma vez, eu ficaria incapaz de andar direito por dias. Eu não podia ceder.
— Eu já volto. — Disse Apollo.
Por um momento, achei que ele estivesse indo embora, mas então ele deu um passo em minha direção.
— O-o quê... — A palavra tropeçou para fora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...