Ponto de vista de Grace.
Eu nunca estive tão cheia antes. Eu nem sabia que existiam lugares que o pau de um homem pudesse alcançar até agora. A mistura inebriante de prazer e aquela leve dor fez minha respiração falhar, cada nervo do meu corpo ganhando vida.
Este não era o toque desajeitado de um garoto; era um homem me tomando e reivindicando cada centímetro de mim.
Meus dentes cravaram no meu lábio inferior, lutando para prender os sons que subiam na minha garganta. O calor rastejava pela minha pele, meus lábios se abrindo em puro desejo. Minhas unhas se enterraram na mão que ele apoiava contra mim, buscando algo para me ancorar.
Um rosnado profundo e gutural ecoou do peito dele, enviando um calafrio por mim. Meus olhos se abriram, atordoados, apenas para encontrar seu olhar semicerrado.
— Então, é assim que você fica quando está preenchida pelo meu pau. — Ele murmurou sombriamente.
— Que expressãozinha suja, princesa.
Deus.
A expressão dele era totalmente pecaminosa enquanto falava, tornando-o tão tentador. Uma mecha solta de cabelo caíra sobre sua testa, projetando uma sombra sobre o corte afiado de suas maçãs do rosto. Era assim que Apollo Reed, meu chefe, parecia quando estava completamente perdido no prazer.
Porra, que visão.
Eu não achei que algum dia o veria assim, e só o pensamento fez algo em mim se contrair instintivamente ao redor dele.
— Porra... — Ele sibilou, o xingamento escapando de seus lábios. Seus olhos travaram nos meus como um aviso enquanto ele se inclinava, uma das mãos apertando possessivamente minha cintura. Sua voz era um rosnado baixo e perigoso contra meu ouvido:
— Não seja malcriada, raposinha.
Antes que eu pudesse processar o aviso, ele recuou, apenas para golpear para frente novamente, enterrando-se tão fundo que eu gritei. Ele repetiu de novo e de novo, cada estocada mais forte e mais exigente que a anterior, não me deixando chance de saborear a primeira antes de já estar me invadindo novamente.
Minha cabeça pendeu para trás enquanto a cama rangia no ritmo de seu passo implacável, o som misturando-se ao tapa úmido e rítmico de pele contra pele.
— Oh meu Deus! — Gemi alto, minha voz quebrando. Cada estocada parecia estar rompendo algo dentro de mim, arrancando sons que eu nem sabia que era capaz de fazer.
Senti minhas paredes agarrarem-se a ele impotentes, como se meu corpo se recusasse a deixá-lo ir e me deixar vazia. O prazer era tão intenso que roubava o ar dos meus pulmões, deixando-me tremendo e sem saber se devia chorar, gritar ou implorar por mais.
Então isso era sexo; era assim que deveria ser. Era tão bom que não parecia mais uma performance, mas uma obra-prima que ele estava esculpindo em mim.
Eu conseguia sentir o rastro de cada veia espessa, a maneira como a cabeça dele cutucava e pressionava contra os lugares mais sensíveis dentro de mim antes de recuar apenas o suficiente para fazer tudo de novo.
Tentei ficar quieta e segurar os sons que ameaçavam transbordar, mas quando ele girou os quadris do jeito certo, não consegui conter o gemido que rasgou minha garganta.
— Mmmm... daddy.
O som pareceu incendiar algo nele. Sua mão deslizou de onde estava, subindo pelas minhas coxas, e em um movimento rápido ele as ergueu, pressionando ambas contra o peito dele. Uma mão segurava minhas pernas firmemente, prendendo-me no lugar enquanto ele me possuía. Cada golpe seco de seus quadris enviava ondas de choque pelo meu corpo e, de repente, ele atingiu um lugar que eu nem sabia que existia.
Meu ponto g.
— A-ahhh!!
— Porra, você é tão gostosa. — Ele rosnou, sua voz áspera, como se até ele estivesse surpreso com o quanto de prazer estava arrancando do meu corpo.
A maneira como ele se movia era perigosa, seus quadris moendo ao final de cada estocada, forçando outro gemido desamparado da minha garganta. Minha voz aumentou sem minha permissão, quebrando em gritos agudos e necessitados quando ele se inclinava no ângulo certo.
Aquela sensação familiar me atingiu com força, a mesma que eu sentia toda vez que ele me dava prazer, mas esta era mais forte. Eu conseguia senti-la se enrolando apertada no meu estômago, aquela pressão insuportável aumentando e exigindo liberação. Eu precisava gozar.
Minha cabeça subiu, desesperada. Eu nem precisei dizer; meus olhos me entregaram.
Ele deve ter notado, porque algo brilhou em sua expressão. Sua boca se curvou em diversão, e sua voz caiu baixa e sombria o suficiente para fazer meu corpo inteiro se contrair.
— Ainda não.
Apenas essas duas palavras, e eu jurei que o odiava. Esta era uma das raras vezes em que eu realmente o via pelo que ele era: diabólico e implacável. Somente um homem verdadeiramente cruel poderia me dizer para não gozar enquanto continuava atingindo o mesmo ponto, repetidamente, até eu estar ofegando, gemendo e tremendo tanto que minhas coxas pareciam que iam falhar. Ele sabia exatamente o que estava fazendo.
Ou eu estava atordoada pelo prazer, ou a visão de eu desmoronando o divertia.
De qualquer forma, eu estava em apuros. Quanto mais ele me torturava, mais meu corpo gritava para chegar ao ápice, mas eu não queria desobedecê-lo. Ainda assim, eu não conseguia mais me conter.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...