Ponto de vista de Apollo.
Ela desabou inconsciente contra mim.
Claro que ela ia apagar justo agora.
Ajustei a forma como a segurava. Um braço passou por baixo dos joelhos dela, o outro envolveu suas costas, sustentando-a. A cabeça dela caiu contra o meu ombro, a bochecha roçando minha clavícula, a respiração quente espalhando-se pela minha pele.
Ela cheirava levemente a mel e álcool.
Não adiantava chamar um táxi, não quando ela nem conseguia ficar em pé sozinha. Eu não ia simplesmente entregá-la a um estranho naquele estado.
Caminhei até o elevador e apertei o botão do primeiro andar. Quando as portas se abriram, saí e segui até o meu escritório.
Segurando-a com cuidado, levei-a até meus aposentos privados, o espaço onde eu passava a maior parte das noites. Empurrei a porta com o pé e entrei. Nem me dei ao trabalho de acender as luzes.
Deitei-a na cama. Ela se mexeu quando ajustei sua posição, um gemido baixo escapando de seus lábios. O rosto estava corado, as bochechas rosadas, os cílios repousando sobre a pele. O cabelo escuro se espalhava pelo travesseiro. Uma das pernas estava torta, e eu a ajeitei, em silêncio.
Me endireitei e olhei para ela.
Ela foi a primeira mulher que eu beijei desde que minha esposa morreu.
Passei a mão pelo cabelo, tentando afastar a imagem dos lábios dela nos meus, e comecei a me afastar. Mas então, a mão dela segurou a minha.
Congelei, virando para olhar.
Os olhos dela estavam semicerrados agora. Ela deu uma risadinha, e antes que eu pudesse me soltar, ela me puxou para frente e envolveu um braço ao redor do meu pescoço.
Cada músculo do meu corpo ficou rígido. Meus braços ficaram ao lado do corpo. Ela se puxou mais para perto até o corpo dela ficar colado ao meu, agarrando-se como uma criança sonolenta.
— Meu ursão… — Murmurou, com um sorrisinho sonolento.
— O quê?
— Eu quero ficar agarradinha hoje. — Sussurrou, sonhadora.
— Com o meu ursinho…
— Eu não sou seu— — Comecei, mas ela não deixou eu terminar. Ela me empurrou para frente.
Tropecei e me apoiei com a mão no colchão, atrás dela, mas não a tempo de impedir que eu acabasse praticamente em cima dela.
Meu corpo pairando a poucos centímetros do dela, o cabelo caindo no meu rosto. Os braços dela ainda estavam frouxamente ao redor do meu pescoço, os olhos grandes e inocentes me encarando como se eu fosse um travesseiro quente, não o chefe dela. Como se eu não fosse o homem que poderia acabar com a carreira dela com uma única palavra.
Os olhos dela brilharam, e ela sorriu.
Franzi a testa, minha voz saiu baixa:
— Você realmente não tem limite nenhum, tem, senhorita Grace?
Ela passou a língua pelos lábios devagar.
— Eu simplesmente não consigo evitar.
Uma das mãos dela subiu e afastou meu cabelo da testa, os dedos descendo pela ponte do meu nariz, parando nos meus lábios. Não me movi enquanto a mão dela continuava, passando pelo meu peito, descendo pelo abdômen, até parar sobre meu pau.
Ela soltou um gemido suave quando sentiu ele pulsar.
Travei a mandíbula.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...