(Ponto de vista de Grace)
No instante em que as palavras saíram da minha boca, algo pareceu estalar dentro dele.
O maxilar dele se contraiu. O aperto em minha coxa se intensificou. E, sem dizer uma palavra, o dedo dele saiu completamente de dentro de mim e voltou a entrar com força.
Eu ofeguei, o som saiu quase como um grito. Minhas costas se arquearam sobre a mesa, os quadris se movendo por reflexo, os olhos se arregalando enquanto eu tentava processar o choque.
Olhei para ele, os lábios entreabertos, a respiração acelerada. Ele ainda me encarava, os olhos presos aos meus, mas algo havia mudado. A expressão dele estava diferente. Era como se ele estivesse ali comigo e, ao mesmo tempo, em outro lugar. O olhar escureceu, como se algo dentro dele finalmente tivesse se libertado, sem mais se conter.
— S-senhor… — Sussurrei, sem fôlego.
Foi como se aquela palavra acendesse um pavio dentro do meu ventre, senti minhas paredes se contraírem ao redor do dedo dele, pulsando, prendendo-o com força, como se meu corpo se recusasse a deixá-lo ir.
Ele se moveu sobre mim. O corpo dele se impôs acima do meu. Segurou minha coxa e a ergueu mais alto, apoiando-a sobre o ombro dele. A mudança me abriu completamente para ele, deixando-me exposta, vulnerável e dolorida de desejo.
Ele apoiou uma das mãos na mesa ao meu lado, o peito próximo ao meu, o rosto tão perto que eu sentia o calor da respiração dele dançando na minha bochecha. E com uma voz tão profunda que parecia vibrar dentro de mim, ele sussurrou:
— Relaxe. Não se contraia tanto em volta dos meus dedos.
As palavras me fizeram estremecer. Eu estava longe demais para sentir vergonha. Meu corpo nem sequer o obedecia. Ao invés de ceder, eu me contraía ainda mais, uma reação carente e involuntária que arrancou um gemido baixo da garganta dele. Os olhos dele deslizaram para baixo, para onde o dedo estava dentro de mim.
Ele puxou o dedo para fora novamente, dessa vez devagar e torturante, arrastando-o pelas minhas paredes, me fazendo choramingar. Então, sem aviso, o enfiou de novo, dessa vez mais fundo.
— P-porra! — Gritei, a voz estrangulada e aguda, meu corpo se arqueando mais uma vez sobre a mesa.
Ele me observava como se quisesse memorizar exatamente o que me levava ao limite.
Ele começou a movimentar o dedo sem piedade. A cada investida, eu sentia o deslizamento úmido do meu corpo ao redor dele, sons molhados preenchendo o ar em sincronia com meus gemidos entrecortados.
Era avassalador. Demais. E ele não parou. Em vez disso, empurrou outro dedo para dentro.
A sensação de estar tão cheia fez minhas coxas tremerem incontrolavelmente. Minha respiração falhou. Meus dedos buscaram algo em que se agarrar.
— Ah… — Chorei. Minhas paredes pulsavam ao redor dele, tentando se ajustar, mas ele não diminuiu o ritmo.
A palma da mão dele batia suavemente contra mim a cada investida firme, e tudo o que eu conseguia fazer era gemer e tremer enquanto o prazer crescia rápido demais. Meus olhos reviraram, os lábios entreabertos em descrença com o quanto meu corpo me traía, com o quanto eu precisava daquilo, com o quão bom era estar completamente à mercê dele.
Cada movimento dos dedos se curvava fundo, no ângulo perfeito, esfregando aquele ponto que fazia meus dedos dos pés se enrolarem e meu corpo inteiro estremecer. Minhas coxas tremiam. Meu estômago se contraía. Minha cabeça caiu para trás enquanto eu gemia, mais alto agora, incapaz de conter qualquer coisa.
— A-ah, Deus… por favor… — Eu já nem sabia mais pelo que estava implorando.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...