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Me Satisfaça, Daddy romance Capítulo 215

Ponto de visa de Apollo.

Encarei a tela escura do meu celular depois que ela desligou, meu reflexo me devolvendo um leve franzir de sobrancelhas que eu nem sequer havia percebido que se formara. O calor da voz dela ainda ecoava em meus ouvidos, mas aquela vaga inquietação se recusava a desaparecer.

Quando soube que ela havia ido ao hospital mais cedo, algo dentro de mim se contraiu instantaneamente, e por um breve momento, estive pronto para abandonar a reunião e dirigir até lá eu mesmo, apenas para vê-la com meus próprios olhos.

Genesis havia me impedido.

— Ela é dona de si, Apollo. — Disse ela calmamente.

— Deixe-a respirar. Deixe que ela resolva seus próprios assuntos. Você não pode enjaulá-la com a sua preocupação.

Eu sabia que ela tinha razão, e foi exatamente por isso que me forcei a continuar sentado, embora cada instinto em mim berrasse para ir atrás de Grace e garantir que estivesse bem. Eu queria que ela fosse livre, então engoli minha ansiedade e me convenci de que confiar nela era a atitude correta.

Agora, fitando o aparelho novamente, eu não conseguia evitar o questionamento se havia tomado a decisão certa.

Ao meu lado, Genesis revirou os olhos com doçura, embora houvesse divertimento em seu tom quando comentou:

— Está finalmente satisfeito, Apollo? Não bastasse interromper uma reunião importante, ainda fica agindo todo amoroso na frente de todo mundo. Olhe para os seus diretores, estão tão assustados que mal conseguem respirar direito.

Ergui o olhar lentamente.

Do outro lado da longa mesa de conferências, cada executivo que estivera me encarando em choque desviou os olhos no exato segundo em que minhas pupilas encontraram as deles, como se o contato visual direto fosse lhes custar suas carreiras — ou suas vidas.

Desviei a atenção. Não me importava com eles, tampouco com os boatos que inevitavelmente se espalhariam depois de hoje. As pessoas já andavam falando, juntando os pedaços de suas próprias versões da história ao verem como eu tratava Grace de forma diferente de qualquer outra pessoa. Eu nunca havia anunciado publicamente o nosso relacionamento porque não devia explicações ao mundo, mas também nunca o escondera. Se fossem espertos o bastante, deduziriam. Se não fossem, o problema não era meu.

Baixei os olhos de volta para o documento à minha frente e me forcei a focar.

Justo quando estava prestes a retomar a leitura, meu celular tocou de novo.

Sem checar direito, atendi, presumindo que fosse Grace ligando de volta para dizer algo de que se esquecera, mas, no instante em que vi a identificação da chamada, meu semblante obscureceu instantaneamente.

Por conta do quão perigosas as coisas haviam se tornado recentemente, especialmente com o assassino de Hannah ainda à solta, eu havia designado discretamente alguém para seguir Grace à distância sempre que ela saísse sozinha. Ela não sabia. Não gostaria se soubesse, mas eu preferia suportar a sua fúria a arriscar a sua segurança.

Se aquele homem estava me ligando agora, significava que algo dera errado.

Genesis notou a mudança na minha expressão imediatamente; a provocação brincalhona sumiu de seu rosto quando ela ordenou rigidamente:

— Todos saiam.

Os executivos pareceram confusos por um segundo, mas nenhum ousou questionar o tom dela. Cadeiras arrastaram-se pelo chão enquanto eles se levantavam e se apressavam para fora da sala, um por um.

Chase, que estava de pé junto à parede, virou-se para acompanhá-los.

— Menos você, Chase. — Acrescentou Genesis.

Ele travou no meio do passo.

Levei o telefone ao ouvido, minha voz saindo baixa ao dizer:

— Fale.

Do outro lado da linha, o homem gaguejou:

— S-senhor Reed... aconteceu uma coisa.

Minha mandíbula se contraiu.

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