Ponto de vista de Grace.
Arfei, meu peito subindo e descendo rapidamente, o corpo inteiro tremendo enquanto o calor se concentrava lá embaixo, me levando perigosamente até o limite.
— Apollo, eu estou quase... — Mal tive tempo de avisar antes que ele empurrasse mais um dedo profundamente, e tudo dentro de mim se rompeu. Minha visão embaçou, estrelas explodindo por trás dos meus olhos fechados conforme meu corpo se contraía incontrolavelmente ao redor de seus quatro dedos grandes.
— Ohhh! Sim! Ahhh! — Estremeci violentamente, meus quadris dando solavancos sob o corpo dele e minhas pernas se fechando por instinto, prendendo-o completamente enquanto o orgasmo me dilacerava. Meu corpo sofria espasmos a cada movimento preciso de seus dedos, a cada curva atingindo exatamente onde mais me doía de desejo.
Quando a primeira onda passou, desabei contra a cama, totalmente esgotada. O calor da minha liberação banhava os dedos dele, brilhando levemente, e eu podia sentir meu corpo ainda vibrando, tremores correndo do meu núcleo até a ponta dos dedos.
Ele se inclinou sobre mim e ordenou:
— Limpe-os com a língua.
Meu coração saltou. Meu corpo paralisou com seu comando, mas obedeci imediatamente. Sem quebrar o contato visual, estendi a língua, arrastando-a lentamente pelos dedos dele, sentindo meu próprio gosto nele. Deixei minha língua se demorar, circulando a ponta, deslizando por cada contorno e veia, deixando-o sentir exatamente o quão completo o toque dele havia me desfeito.
Minhas mãos apertavam os lençóis da cama enquanto eu me dedicava à tarefa, pressionando a língua sobre ele.
Ele não disse nada; simplesmente observou, seus olhos escuros pesados de desejo, a mão ainda segurando levemente o meu corpo, mantendo-me no lugar.
Quando finalmente me afastei, com os lábios brilhando, ele se inclinou e pressionou a boca contra a minha. Mal tive tempo de processar antes que ele se afastasse ligeiramente.
— Boa garota. — Murmurou. Então, sem aviso, ele se posicionou de volta e afastou minhas pernas. A visão de mim, escorregadia e brilhando pelo meu próprio ápice, pareceu acender algo nele. Ele lambeu os lábios devagar, com os olhos sombrios, absorvendo cada centímetro do meu corpo.
Eu mal conseguia me mover, presa entre a antecipação e a exaustão.
Ele se inclinou um pouco mais, e disse com a voz baixa e perigosa:
— Não me venha com esse olhar inocente, princesa. Eu te disse que não te daria um único segundo para relaxar.
Mordi os lábios por instinto com suas palavras, percebendo que provocá-lo não tinha sido uma ideia inteligente. Eu quis dizer algo, mas ele não me deu a chance. Em vez disso, ele se abaixou, os lábios roçando a curva sensível do meu pescoço, os dentes raspando suavemente, enviando arrepios pela minha espinha.
— Não adianta implorar. — Sussurrou contra a minha pele, baixo e rouco. — É tarde demais, princesa. Vou continuar até estar satisfeito.
Antes que eu pudesse sequer recuperar o fôlego, ele investiu profundamente, e senti que ele atingiu aquele ponto específico dentro de mim com perfeição.
— Mmmfffp! — Um grito agudo rasgou minha garganta, meu corpo se arqueando instintivamente contra o dele.
Minhas unhas se cravaram nos lençóis, com os nós dos dedos brancos, as costas arqueadas e as pernas se abrindo ainda mais conforme ele começava a se mover. Cada estocada batia com mais força. Cada centímetro dele dentro de mim era poderoso, me empurando para a beira da loucura.
Pude sentir meu corpo responder instantaneamente, contraindo-se ao redor dele, encharcando-o por completo. Meu peito subia e descendo rápido, o coração martelando, enquanto suas estocadas continuavam implacáveis, atingindo exatamente onde eu precisava, bem no meu ponto G, fazendo meu corpo inteiro tremer sob ele.
Tentei estabilizar minha respiração, mas ela vinha em golfadas desordenadas, meu corpo me traía a cada movimento. Ele se inclinou, pressionando o peito contra o meu, as mãos segurando meus quadris com firmeza, mantendo-me no lugar enquanto ditava o ritmo.
Meu clitóris se contraía contra ele, sugando-o, puxando-o para mais perto, fazendo-o pulsar dentro de mim.
— Ah, você está me apertando tanto, princesa. — Apollo gemeu, os lábios roçando a curva sensível do meu pescoço enquanto suas investidas iam mais fundo.
Os lábios dele pairaram sobre os meus por um momento, roçando, provando, mordiscando suavemente, antes de se moverem para o meu pescoço de novo. Ele mordeu de leve, os dentes raspando minha pele mais uma vez.
Mordi o lábio, suportando a sensação, sentindo-o me marcar enquanto se movia. A combinação dele dentro de mim com seus dedos circulando lentamente meu clitóris me fez arfar e jogar a cabeça para trás, me perdendo nele.
O nó no meu estômago se apertou de forma insuportável, enrolando-se mais e mais alto a cada estocada precisa. Senti meu ventre se contrair. Minha respiração ficou superficial, o peito arfando, e eu podia me sentir chegando perto, quase cambaleando na beira do abismo.
Ele não cedeu. Pressionou ainda mais, fazendo cada nervo gritar.
Exatamente quando a tensão dentro de mim se apertou ao ponto de romper, ele saiu.
Pisquei, sobressaltada, os olhos se arregalando enquanto olhava para baixo, em direção a ele. Aquele sorriso de canto familiar estava estampado em seus lábios.
Ele estava brincando comigo.
— Você... — Tentei protestar, com a voz sem fôlego.
Antes que eu pudesse terminar, suas mãos seguraram minha cintura com firmeza, me girando de modo que minhas costas ficassem voltadas para ele. Meus joelhos atingiram a cama e estremeci quando ele me manteve na posição, pressionando meu corpo contra o dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...