Ponto de vista de Apollo.
A porta do carro se abriu com um clique suave. Joguei os arquivos no assento ao meu lado e saí enquanto me endireitava. O ar frio roçou meu rosto enquanto eu ajustava os punhos da camisa.
No momento em que meus sapatos tocaram o asfalto, flashes explodiram de todas as direções.
— Senhor Reed! Aqui!
— Senhor Reed, apenas uma foto!
— Senhor Reed, pode comentar sobre...
As vozes deles se misturavam em um zumbido monótono, como insetos voando perto demais dos meus ouvidos. Nem sequer olhei para eles, nenhum ousava se aproximar. Permaneciam atrás das barricadas, câmeras disparando, olhos seguindo cada movimento meu enquanto eu subia os degraus e entrava no salão, com Austin e Chase logo atrás de mim.
No instante em que entrei, o barulho morreu. Dezenas de cabeças se viraram em uníssono, olhos arregalados de surpresa. Conversas pararam no meio da frase. Alguns rostos se iluminaram de excitação, outros de desconforto. Ouvi sussurros percorrendo a sala.
Ignorei todos eles.
Meu olhar varreu o ambiente, escaneando grupos de rostos — funcionários, executivos, convidados — procurando por uma única pessoa.
— Apollo!
O som do meu nome cortou o ruído, me virei para ver meu pai em pé perto de uma mesa central, conversando com Genesis. Quando Genesis me viu, sua expressão mudou de divertimento para surpresa.
— Ah, meu bom filho. — Disse meu pai ao se aproximar, com um sorriso largo demais.
— Agora você ignora o seu velho?
Enfiei as mãos nos bolsos.
— Você está vivo.
Ele revirou os olhos dramaticamente.
— Não, estou morto. O que você acha? Está tentando me empurrar para o túmulo mais cedo? Ainda sou um homem jovem, sabe.
Genesis riu baixinho ao lado dele.
— Você sabe que não é isso, Adam. É o jeito dele dizer que está feliz em te ver.
Adam riu.
— Eu sei, eu sei. Só adoro provocá-lo.
Genesis se virou para mim, com um sorriso de canto nos lábios.
— Você chegou cedo, deveria vir apenas daqui a três semanas.
Quando não respondi, o sorriso dela aumentou.
— Ah, entendi. Você veio por ela.
Isso me fez pausar.
Genesis inclinou a cabeça, divertida.
— Quando foi que Apollo Reed se tornou tão mole? Abandonar uma viagem importante por causa de uma mulher?
As sobrancelhas do meu pai dispararam.
— Hein? Que mulher? — A voz dele se aguçou de interesse.
— Ele realmente tem uma mulher?
Genesis sorriu abertamente.
A expressão do meu pai mudou em um instante, de satisfeito para severo.
— Não — disse ele após um momento, balançando a cabeça como se falasse consigo mesmo —, não, eu não me importo com o que você tem com essa mulher. Você tem que terminar tudo com ela.
Genesis e eu apenas encaramos meu pai, ambos pegos de surpresa por suas palavras. Para um homem que passou metade da minha vida pregando sobre casamento, sossegar e ter netos, ele agora estava me dizendo para terminar as coisas.
Genesis arqueou uma sobrancelha, o tom ríspido de descrença.
— Por quê? Ela é muito boa.
Meu pai acenou com a mão, como se descartasse um assunto trivial.
— Não importa se ela é boa ou não. A mulher da minha escolha é muito mais perfeita.
Genesis bufou.
— A mulher dele também é.
Ele desdenhou.
— Ela não pode ser mais perfeita que a minha.
— Ela é mais do que perfeita, na verdade. — Genesis rebateu.
— Se o Apollo não estivesse interessado, eu mesma teria ido atrás dela.
— Então, por favor, vá atrás dela. — Meu pai disse secamente, com os olhos nela.
— Faça dela sua esposa, para que meu filho fique livre.
Genesis franziu a testa.
— Não posso competir com seu filho. Mesmo com esse jeito dele, ele é perfeito em muitos aspectos. Se eu não sentisse atração por mulheres, eu mesma teria me apaixonado por ele.
Adam não estava ouvindo. Ele continuava falando, os olhos brilhando como se já estivesse fazendo um discurso.
— A mulher da minha escolha é linda, gentil, educada e inteligente. Ela é uma esposa adequada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...