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Me Satisfaça, Daddy romance Capítulo 14

(Ponto de vista de Grace)

Flashback

— Você acabou de dizer sonho?

Eu pisquei para o homem deslumbrante que se erguia sobre mim, meu coração falhando uma batida. Deus, ele era lindo, como algo esculpido a partir das minhas fantasias. Assenti devagar, um sorriso preguiçoso repuxando meus lábios.

— Sim, sonho. Você é o homem dos meus sonhos. Embora eu tenha que admitir, não esperava que você fosse tão… mais velho. Você é gostoso, não me entenda mal, mas eu não achava que curtia homens mais velhos. Todos os homens mais velhos são tão gostosos assim? — Falei sem pensar.

Lambi os lábios, os olhos descendo até onde o pau dele pressionava grosso e quente contra o meu clitóris. Minha respiração travou.

— Bom, acho que já cansei de brincar com garotos e seus pauzinhos minúsculos. Eu quero algo grande.

Ele arqueou uma sobrancelha, depois franziu a testa, passando a mão pelos cabelos bagunçados. Os olhos se fecharam por um instante, um gesto que eu já tinha aprendido a reconhecer como pensamento profundo ou irritação. Quando os abriu, estavam mais escuros. Ele estendeu a mão e puxou minha boca para abrir com dedos firmes. Hã? Ele ia me beijar. Meu pulso acelerou. Eu quase conseguia sentir o gosto dele. Mas em vez de me beijar… ele inspirou?

Espera. Ele acabou de me cheirar?

Meus olhos se arregalaram. Esse sonho ia virar uma fantasia? Ele era um lobisomem? Eu era a companheira dele? Ele estava checando antes de me marcar?

Senti até um arrepio de excitação. Mas então ele se afastou, e o nojo nos olhos dele me atingiu como um tapa.

— Você está bêbada. — Disse, seco.

Balancei a cabeça.

— Não, eu não estou bêbada.

Do jeito que ele me olhou, parecia que minhas mentiras estavam testando o último fio de paciência dele, fazendo algo se apertar no meu estômago, mas eu não recuei.

— Tá, tudo bem. E daí? — Dei de ombros, um sorrisinho surgindo nos lábios.

— Isso é só um sonho mesmo. Não importa. Você já deveria estar me fodendo.

— Você está na minha cama. — Disse ele, a voz baixa e perigosa. — Usando lingerie, e acha que isso é um sonho. Que ousadia a sua.

Ele se recostou, os olhos ganhando uma dureza repentina.

— Vou chamar alguém para te levar de volta. Claramente cometi um erro ao dar corda para essa encenação idiota.

Ele se virou para sair, mas nem pensar. Isso não ia acontecer. Antes que eu pudesse me conter, enrosquei as pernas na cintura dele, puxando-o de volta para mim. Ele parou, claramente surpreso. E apesar da gravata ainda prendendo minhas mãos, consegui me mover, girar e rolar, pegando-o desprevenido até ficar por cima.

Eu, em cima dele.

Porra.

A visão dele em baixo de mim, as linhas duras dos músculos e a intensidade do olhar, era quase demais. Eu nunca tinha visto nada tão pecaminosamente gostoso na minha vida.

Ele me encarou, o maxilar tenso.

— O que você acha que está fazendo?

Eu ri baixinho e me inclinei, até meu rosto ficar a centímetros do dele.

— O que você acha? Estou retribuindo aquele orgasmo de tirar o fôlego.

Meus dedos desceram pelo peito dele, passando pelos sulcos definidos do abdômen. Minha mão escorregou mais para baixo, chegando perto da ereção óbvia ainda mal escondida por aquela maldita toalha.

Sério, como aquilo ainda estava ali? Nunca odiei tanto um pedaço de tecido. Olhei para ele; ele parecia mal conseguindo se controlar.

— Sai de cima. — Ele rosnou, mas em vez disso, movi o quadril, pressionando contra o pau dele. O choque de prazer me fez estremecer. Se ele sentiu metade do que eu senti, devia estar morrendo por dentro.

— Você não tem graça nenhuma. — Sussurrei, me esfregando nele.

— Parece um velho. Talvez tudo o que você precise seja alguém mais jovem para te ensinar a viver de novo

Ele me olhou como se eu fosse a criatura mais ridícula que ele já tinha visto. Como se ninguém jamais tivesse ousado agir de forma tão imprudente diante dele. Mas, sinceramente, eu não me importava.

Qualquer bom senso que eu já tivesse possuído havia evaporado há muito tempo. A única coisa pulsando na minha mente, no meu corpo inteiro, era um pensamento desesperado: eu preciso desse pau dentro de mim.

Balancei o quadril contra ele, esfregando ao longo do comprimento grosso e latejante sob mim. Eu já tinha gozado e os tremores ainda percorriam meu corpo. O atrito era quase demais. Fechei os olhos quando um gemido escapou dos meus lábios.

— Deus… isso é tão bom. Você é tão grande e duro.

Me inclinei, minha boca roçando o maxilar dele, minha respiração quente contra a pele dele.

— Eu sei que você quer isso. Pode bancar o frio o quanto quiser, mas seu corpo não está mentindo para mim.

— Você tem esse corpo perfeito e esse pau? Deus, aposto que ele me destruiria. Me alargaria até eu não conseguir pensar direito.

Capítulo 14: Eu consigo aguentar, daddy 1

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