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Me Satisfaça, Daddy romance Capítulo 102

Ponto de vista de Grace.

— Por que eles estão aqui? Nunca vi os dois comerem aqui antes. — Murmurou Jaxon, com a voz baixa.

Danielle apenas deu de ombros, espiando por cima do ombro.

— Não sei. Talvez tenham passado a gostar de comida de refeitório de repente.

— Duvido muito. — Interrompeu Cedric em descrença.

— A senhorita Genesis eu até entendo, mas por que o senhor Apollo viria logo para este lugar? Ele nem está prestando atenção na comida.

As vozes deles tornaram-se um ruído de fundo, misturando-se ao burburinho de todo o refeitório. Não era apenas a nossa mesa que cochichava; era todo mundo. O salão inteiro estava focado nas duas pessoas sentadas atrás de mim.

Mas eu já não estava mais ouvindo.

Eu não estava mais rindo, meu sorriso tinha sumido. Minhas mãos agarravam o tecido da minha saia com tanta força que os nós dos meus dedos doíam.

Puta que pariu. Eu nunca me senti tão ferrada antes.

Literalmente. Eu estava fodida.

O vibrador zumbia dentro de mim, um zumbido baixo contra o meu ponto mais sensível. A cada movimento contra o meu clitóris, a umidade encharcava minha calcinha até que ela grudasse na pele. Eu sentia cada latejo, cada pulso, cada contração dos meus quadris.

Até me mexer parecia uma escolha perigosa. Apenas respirar fundo me dava medo de que o brinquedo escorregasse para um novo ângulo, pressionasse mais forte e me fizesse perder o controle. A ideia de me contorcer no assento me aterrorizava, porque eu sabia que isso só tornaria tudo pior.

Meus lábios se apertavam com força, os dentes afundando na carne para prender os gemidos que imploravam para subir pela garganta. Meu peito subia e descia mais rápido, mas abaixei a cabeça para esconder. Se alguém olhasse de perto, saberia que eu não estava mais normal.

Eu não sabia se devia chamar isso de sorte ou não, mas a configuração que Apollo escolheu ainda era minimamente suportável. O brinquedo não estava no nível máximo, e eu ainda conseguia aguentar sem enlouquecer completamente. Mas a antecipação e o medo de ele aumentar a intensidade a qualquer momento eram quase piores do que a sensação em si. E eu tinha certeza de que ele sabia disso.

Danielle olhou para mim, arqueando a sobrancelha.

— Você não parece muito bem.

Minha garganta apertou enquanto eu engolia em seco, me forçando a encará-la. De repente, todos à mesa estavam olhando para mim. Jaxon e Cedric assentiram, concordando; a preocupação deles só tornava o calor entre minhas coxas mais insuportável.

— É, querida, você está pálida. — Disse Jaxon.

— Tem algo de errado com você?

Eu queria desaparecer ali mesmo.

O que eu estava fazendo? Sentada ali na frente deles, fingindo que tudo estava bem, enquanto era secretamente induzida ao prazer por Apollo. Se eles tivessem a menor ideia do que realmente estava acontecendo comigo debaixo desta mesa, duvido que estariam me olhando com preocupação.

E o que eu poderia dizer? "Ah, não liguem para mim, só tem um vibrador enfiado dentro de mim e o chefe de vocês está com o controle remoto."

Meu rosto ardeu. Congelei, as palavras ditas mais cedo no escritório de Apollo ecoando na minha cabeça:

"Quero ouvir você se contorcer em silêncio. Se forçar a engolir os gemidos, sabendo que um deslize e todos saberão que há algo errado. Você vai agir como uma boa menina, mas, por baixo, estará sentada ali com um brinquedo dentro de você, controlada pelo homem que é o chefe deles."

Meu Deus, era isso... o que ele estava fazendo agora?

Por quê? Por que ele estava fazendo isso? Seria para provar algo para mim? Que ele possuía meu corpo completamente, que poderia me reduzir a esse estado patético e desesperado sempre que quisesse? Era o jeito dele de mostrar o quanto era possessivo? Ou... ele estava tentando provar algo para outra pessoa?

Mas para quem?

Ninguém poderia imaginar que isso estava acontecendo. Mesmo que alguém suspeitasse, não presumiria imediatamente que era ele quem me controlava.

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