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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 42

POV: Chiara

O ar condicionado da empresa parecia não dar conta do calor que subia pelo meu corpo toda vez que eu lembrava da noite anterior. Eu tentava focar nas planilhas de logística, mas minha mente era traiçoeira; ela me levava direto para o momento em que Massimo me prensou contra o colchão, para o peso do seu corpo e para as palavras perversas que ele sussurrou no meu ouvido.

— Chiara? Você está me ouvindo? — A voz de Lucas, um dos analistas do setor, me trouxe de volta.

— Ah, desculpa, Lucas. Estava distraída com esses números. O que você dizia? — Tentei disfarçar, sentindo minhas bochechas esquentarem.

— Eu perguntei se você já revisou a lista de fornecedores de Milão. Você parece estar em outro planeta hoje — ele comentou com um sorriso curioso. — Algum problema com o chefe?

— Nenhum. Só muito trabalho acumulado — respondi rápido demais, voltando os olhos para o monitor.

Assim que deu o horário de almoço, não pensei duas vezes. Peguei minha bolsa e fui direto para o hospital. Precisava ver meu pai. Ele era a razão de eu estar suportando tudo isso, a única verdade em meio a tantas mentiras e perigos.

Quando entrei no quarto, ele estava acordado, olhando para a janela. O semblante parecia um pouco mais corado, o que me deu um aperto de alívio no peito.

— Oi, pai — disse, aproximando-me e beijando sua testa.

— Minha filha... — ele sorriu, segurando minha mão, a voz ainda um pouco fraca, mas lúcida. — Como você está? Esse trabalho está te cansando muito? Você parece... diferente.

— É só correria, pai. O importante é que o senhor está sendo bem cuidado aqui. Como está se sentindo hoje?

— Melhor. Os médicos dizem que os novos exames são animadores. Sabe, Chiara, eu ainda me sinto um pouco culpado por esse tratamento ser tão caro.

Eu engoli em seco, forçando um sorriso. Ele não podia nem sonhar com o preço que eu estava pagando por cada dose de remédio dele.

— Não se preocupe com isso. Apenas foque em ficar bom logo.

​— E o seu namorado Massimo, como ele tem te tratado?

​Meu pai conheceu Massimo ali mesmo, no hospital, e estava ciente de que ele era o responsável por pagar cada centavo do seu tratamento.

​— Ele está bem, pai. Muito focado no trabalho, como sempre — respondi, tentando soar casual.

​Chiara: No hospital, com meu pai.

O visor do celular ficou em silêncio por um momento. Voltei minha atenção para meu pai, que me observava com curiosidade.

— É ele, não é? Mande um abraço meu. Diga que sou muito grato por tudo o que ele está fazendo por nós.

​— Pode deixar, pai — forcei um sorriso, sentindo o peso da gratidão dele contra a minha realidade.

Fiquei ali por mais meia hora, segurando a mão dele e conversando sobre coisas triviais, tentando ignorar o fato de que, lá fora, eu pertencia a um homem que estava transformando minha vida em um campo de batalha. O hospital era meu único refúgio, o lugar onde eu ainda era apenas a Chiara, a filha de um homem honesto, e não a "escolhida" de um Don da máfia.

Quando me despedi e saí do quarto, meu celular vibrou novamente.

​Massimo: O motorista está te esperando na porta do hospital. Ele vai te levar para a empresa. Estarei no escritório em 20 minutos. Não me faça esperar.

Suspirei, guardando o aparelho. A liberdade era uma ilusão curta. Massimo Capone estava em todo lugar, e ele não aceitava ser deixado em segundo plano, nem mesmo por um momento.

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