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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 37

POV: Chiara

Minhas mãos estavam levemente trêmulas e o coração batia tão forte que eu tinha medo que Massimo pudesse senti-lo através da palma de sua mão, que permanecia firme nas minhas costas. Nunca me imaginei em uma situação dessas. Assim que as grandes portas duplas se abriram, fomos recebidos por um senhor de expressão simpática e postura impecável. Massimo o apresentou como Giuseppe, o mordomo da família. Ele me deu um sorriso acolhedor que me fez respirar um pouco mais aliviada, mas o luxo sufocante daquela sala logo trouxe a tensão de volta.

Antes que eu pudesse processar o ambiente, uma mulher de uma elegância impressionante surgiu. Era a mãe dele. Ao contrário do que eu esperava, ela se aproximou sorrindo e me envolveu em um abraço caloroso.

— Mas que moça encantadora! — exclamou ela. — Sou Aurora Capone. Seja muito bem-vinda à nossa casa, querida.

— Chiara Rossi. É um prazer conhecê-la, Senhora Capone — respondi, tentando manter a etiqueta.

— Nada de senhora, pode me chamar de Aurora — ela sorriu e olhou para o filho. — Massimo, onde encontrou essa mulher linda? Uma preciosidade.

— Tenho que concordar, mãe. Chiara é linda e preciosa mesmo — Massimo respondeu, e o peso da mão dele nas minhas costas me lembrou que eu não estava ali a passeio.

A temperatura da sala caiu quando dois homens apareceram. Massimo me apresentou primeiro ao mais jovem.

— Chiara, este é Matteo Volkov, meu irmão.

Matteo tinha o mesmo olhar intenso de Massimo, mas parecia me estudar, decidindo se eu era uma ameaça ou apenas um acessório. Ele pegou minha mão e depositou um beijo cavalheiro, sem segundas intenções.

— Belissima, prazer conhecê-la — ele disse com um sotaque russo marcado.

— Igualmente — respondi.

Então, meus olhos encontraram os do pai de Massimo, Vittorio Capone. O olhar dele era gélido, uma reprovação silenciosa que me fez encolher internamente. Ofereci a mão e ele hesitou antes de apertá-la. O toque foi frio, enviando um arrepio pela minha espinha.

— Bem-vinda à minha casa — disse ele, seco.

Seguimos para a sala de jantar em um silêncio cortante. Não demorou para o interrogatório começar.

— E então, Chiara... de qual família você vem? Quais são suas origens na Itália? — questionou Vittorio.

— Minha família é simples, senhor. Meus pais são de uma cidade pequena.

— Você mora com eles? — ele perguntou, me analisando como se procurasse uma falha.

Antes que eu pudesse responder, a voz firme de Massimo ecoou:

— Chiara está morando comigo.

Vittorio arregalou os olhos, pousando os talheres.

— Olha só quem decidiu sair da promiscuidade e trouxe uma garota para casa! — Uma jovem se aproximou sorrindo e me puxou para um abraço. — E tenho que admitir, é uma baita de uma gostosona, irmão.

— Prazer, sou Sofia Capone, irmã do Massimo — ela disse, olhando meu corpo sem filtro. Corei na hora.

— Prazer, Sofia. Sou a Chiara Rossi... namorada do Massimo — as palavras saíram naturalmente, mas Massimo me corrigiu no mesmo instante.

— Noiva.

— Noivos? — Vittorio desdenhou. — Não vejo anel nenhum no dedo da moça.

Senti o pânico subir, mas algo em mim clicou. Olhei para Massimo e forcei um sorriso envergonhado.

— Ai meu Deus, amor! Eu tinha tirado para lavar as mãos e esqueci de colocar de volta. Me desculpa, querido.

Massimo sorriu, captando a minha deixa.

— Tudo bem, minha querida. Só espero que não aconteça mais, para não darmos motivos para meu pai questionar a legitimidade do nosso relacionamento.

Vittorio ficou em silêncio, visivelmente contrariado. O jantar seguiu sob o olhar atento de Matteo, que sorria de canto, como se estivesse assistindo à melhor peça de teatro de sua vida. Eu estava exausta, mas tinha acabado de aprender a primeira regra daquela mesa: nunca deixe que vejam suas fraquezas.

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