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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 18

POV: Massimo

Eu estava sentado na poltrona da minha suíte, no escuro, iluminado apenas pelo brilho azulado da tela do celular. A foto que Chiara me enviara — aquela taça de vinho e o contorno das pernas dela — tinha despertado um instinto de posse que eu mal conseguia conter. Mas a provocação dela, a tentativa de me desafiar, foi o que realmente incendiou meu sangue.

Ela achava que podia brincar comigo. Ela achava que nossa relação era um joguinho de gato e rato onde ela tinha alguma vantagem. Estava enganada.

A chamada de vídeo tocou uma, duas, três vezes. Quando ela finalmente atendeu, a imagem oscilou até focar no rosto dela. Ela estava com o cabelo um pouco bagunçado, as bochechas coradas pelo vinho e os olhos brilhando com uma mistura de teimosia e medo. Ao lado dela, vi o vulto de Giulia, que tentava se encolher para fora do enquadramento.

— Você demorou a atender, Chiara — minha voz saiu baixa, perigosa. Eu não estava gritando, mas o tom era o suficiente para fazê-la engolir em seco.

— Eu disse que não queria atender, Massimo. Já está tarde e eu estou com a minha amiga. — Ela tentou manter a voz firme, mas vi o modo como seus dedos apertavam o celular.

— Eu não me importo com o que você quer quando eu dou uma ordem. — Inclinei-me para a frente, aproximando meu rosto da câmera. — Olhe para mim.

Ela hesitou, mas fixou os olhos na tela.

— Eu disse que sabia tudo sobre você. Sei quem entra e quem sai dessa casa. Sei que Giulia está aí desde as oito da noite. O que eu não admito é que você tente mentir para mim ou me ignorar.

— Eu não menti! — ela rebateu, a indignação subindo. — Eu só não acho que você tenha o direito de me vigiar assim.

— Eu tenho todos os direitos, Chiara. Eu comprei esses direitos quando assinei o cheque que mantém o coração do seu pai batendo. — Vi o impacto das minhas palavras. Ela empalideceu, a raiva sendo substituída por aquela vulnerabilidade que me dava um prazer distorcido. — Agora, mostre-me a sala. Quero ver quem mais está aí.

— Você não pode estar falando sério! Eu tenho meu emprego, eu tenho minha vida...

— Você tem um dono agora — interrompi, com um sorriso frio. — E o seu dono quer você em casa. Despeça-se da sua amiga, termine seu vinho e vá dormir. Você vai precisar de energia para o que te espera amanhã.

Antes que ela pudesse protestar, eu desliguei.

Joguei o celular na cama e respirei fundo. O cheiro dela não estava aqui, mas a imagem daquelas pernas e do modo como ela tremia sob o meu comando estava gravada na minha mente. Chiara Rossi ainda não entendia a gravidade da situação. Ela achava que o tratamento do pai era um presente. Ela logo descobriria que era uma coleira de ouro.

E eu mal podia esperar para puxar a corrente.

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