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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 17

POV: Chiara

Faz cinco dias que minha vida virou de cabeça para baixo. Cinco dias desde que o hospital me deu a pior notícia do mundo e Massimo Capone me deu a solução mais perigosa possível. Hoje, eu precisava de um pouco de normalidade.

Giulia e eu estávamos no meu sofá para a nossa "noite das garotas". Pizza, vinho e fofoca — ou, no meu caso, um desabafo desesperado. Já tínhamos acabado com a primeira garrafa de vinho e o calor da bebida estava começando a soltar minha língua.

— Giu, eu juro que não sei o que fazer — eu disse, girando a taça. — Um dia ele me convida para jantar, no outro ele entra no quarto do meu pai falando em casamento. Casamento! Ele nem me ligou depois da empresa. Ele simplesmente apareceu como se fosse o dono de tudo.

— E ele pagou mesmo o tratamento? — Giulia perguntou, os olhos arregalados.

— Pagou. O Dr. Arcuri recebeu um cheque em branco. Meu pai foi transferido para uma suíte que parece um hotel cinco estrelas. Ele está salvando o meu paizinho, Giu... mas em troca ele quer a minha vida. Eu pesquisei sobre ele, existem boatos horríveis. Máfia, Tríade Negra... coisa de filme.

— Amiga, isso é loucura — Giulia suspirou, servindo mais vinho. — Mas, olhando pelo lado prático: você tem outra opção? Quem mais daria milhões para salvar o seu pai?

Ficamos em silêncio por um tempo. Eu sabia a resposta. Eu não tinha escolha. Abrimos a segunda garrafa de vinho e a conversa foi ficando mais leve, até que meu celular vibrou na mesa de centro. Eram 23:00.

Número desconhecido: Boa noite. Já está deitada, dormindo?

— É ele? — Giulia perguntou, esticando o pescoço.

— Não sei, não tenho o número salvo. Eu salvei o meu no dele, lembra?

— Responde! — Giulia me deu uma cotovelada.

Decidi digitar: Boa noite. Quem é?

A resposta veio em segundos: Está acordada.

Sim, estou. — respondi.

Está fazendo o que acordada a essa hora? — ele retrucou.

Giulia e eu rimos. O tom autoritário era inconfundível.

— Provoca ele, Chiara! — Giulia deu a ideia. — Você está com vinho na cabeça, aproveita a coragem.

Tirei uma foto rápida. O ângulo mostrava a taça de vinho tinto e uma boa parte das minhas pernas, cobertas apenas pelo tecido do meu baby-doll de seda. Enviei. Dois tracinhos azuis apareceram instantaneamente.

O silêncio do outro lado durou quase um minuto. Então:

Número desconhecido: Chiara, com quem você está?

Como você sabe que é a Giulia que está aqui?

Número desconhecido: Eu já disse que sei tudo sobre você. Agora me mande uma foto de vocês duas, quero ter certeza.

— Mas ele é muito abusado! — bufei. — Não vou enviar uma foto nossa para você. Acredite se quiser.

No segundo seguinte, meu celular começou a tocar. O visor mostrava uma videochamada do mesmo número.

— Giulia, esse homem só pode ser maluco! Me ligando por vídeo uma hora dessas?

— Chiara, é melhor você atender... se ele sabe que eu estou aqui, ele sabe até a cor da nossa calcinha. Atende logo!

Eu não queria ceder. Mandei uma mensagem rápida enquanto a ligação ainda chamava: Não vou atender.

A resposta dele veio por cima da chamada, escrita com uma agressividade que me fez perder o fôlego:

Número desconhecido: Chiara, eu não estou pedindo. Estou mandando você atender a porra do celular.

Minhas mãos começaram a tremer. O "salvador" gentil da empresa tinha ficado para trás. Massimo estava do outro lado da linha, e ele não aceitava ser ignorado.

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