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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 15

POV: Chiara

Saí da sala de jantar sem olhar para trás, sentindo o peso do olhar de Massimo queimando minhas costas. No corredor, o tal do Enzo já me aguardava. Ele não disse uma palavra, apenas fez um gesto seco para que eu o seguisse até o carro.

O trajeto até a empresa foi feito em um silêncio absoluto. Eu olhava pela janela, tentando processar o que tinha acontecido no hospital e naquela cobertura. Casamento? Um cheque em branco? Eu me sentia como um peão em um jogo de xadrez onde o outro jogador já tinha previsto todos os meus movimentos. Enzo parou o carro em frente ao prédio administrativo, desceu e abriu a porta para mim com uma polidez mecânica.

— Obrigada pela carona — murmurei, descendo rápido.

Entrei na empresa sentindo que todos os olhos estavam em mim. Fui direto para minha mesa, tentando me camuflar entre as pastas e o computador. Eu só queria trabalhar, queria sentir que ainda tinha o controle de alguma parte da minha vida. Mas a paz durou pouco.

— Chiara! — A voz de Orion estalou atrás de mim, fazendo-me dar um salto na cadeira. Olhei para o relógio: 15:45. — Você acha que isso aqui virou o quê? Uma colônia de férias? Pelo horário, nem precisava se dar ao trabalho de aparecer.

— Orion, me desculpa... — comecei, sentindo meu rosto esquentar. — As coisas não estão nada boas no hospital, eu tive que resolver questões urgentes do meu pai.

— Chiara, não quero suas desculpas — ele me cortou, cruzando os braços com um olhar de desprezo. — Aqui não temos espaço para pessoas irresponsáveis. Hoje você está recebendo uma advertência formal. Na próxima vez, pode passar direto no RH para assinar sua demissão. Fui claro?

Engoli em seco, sentindo um nó na garganta. Ele não tinha ideia de que o dono da empresa onde ele trabalhava tinha acabado de me "pedir" em casamento. A ironia era quase insuportável.

— Sim, Orion. Entendo.

— Muito bem. Hoje você irá fazer hora extra para compensar esse tempo todo que ficou fora.

Ele deu as costas e saiu batendo os pés. Assim que ele sumiu de vista, Isabella, uma colega da mesa ao lado, deslizou a cadeira para perto de mim.

— Menina, o que você fez para deixar o "Ogro" nesse estado? — ela sussurrou, com os olhos arregalados. — Ele está bufando desde o almoço.

Nos despedimos e eu voltei para os números, sentindo minhas costas latejarem de cansaço. Só às 21:00 é que Orion apareceu novamente na minha mesa, vestindo o terno para ir embora.

— Está liberada por hoje, Rossi — ele disse, sem sequer me olhar. — Mas não se esqueça: amanhã você terá que fazer extra também para terminar esse relatório de logística. Esteja aqui pontualmente.

Saí do prédio me sentindo um trapo. O vento frio da noite me fez encolher os ombros enquanto eu esperava por um táxi. Durante o caminho para casa, olhei para o celular, esperando alguma mensagem de Massimo. Nada. Aquele silêncio dele era quase tão perturbador quanto a sua presença.

Cheguei em casa e o silêncio do meu apartamento nunca pareceu tão acolhedor. Joguei a bolsa no sofá e fui direto para o banheiro. Tomei um banho quente demorado, deixando a água levar o cheiro de hospital e a tensão do escritório. Vesti um babydoll de seda simples e me enfiei debaixo dos lençóis.

Fiquei ali, olhando para o teto, repassando o filme de terror e luxo que tinha sido o meu dia. Da notícia da metástase à proposta de casamento de um multimilionário perigoso, até a humilhação de Orion. Eu estava exausta, mas minha mente não parava. O destino do meu pai estava nas mãos de um homem que me queria como posse, e eu estava presa no meio de um furacão que mal tinha começado.

— O que eu vou fazer? — sussurrei para o quarto vazio, antes que o sono pesado do esgotamento finalmente me levasse.

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