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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 136

POV: Chiara

O vento morno da tarde balançava suavemente as folhas das árvores no imenso jardim da mansão. O dia seguinte ao nosso momento na piscina havia amanhecido com um ritmo acelerado. Sentada à mesa de ferro trabalhado sob o pergolado, eu tentava me concentrar nas amostras de arranjos florais e nos mapas de disposição das mesas que a cerimonialista me apresentava. O casamento estava próximo, e cada pequeno detalhe parecia exigir uma decisão minha.

No entanto, a minha atenção não estava inteiramente nos tecidos de linho ou nas louças com detalhes em ouro. Durante todo o dia, um detalhe sutil começou a me chamar a atenção: a atmosfera estranha entre Giulia, Sofia e Matteo. Havia algo no ar. Toda vez que os três se cruzavam nos corredores ou na sala de estar, eu pegava olhares cruzados, desvios rápidos de foco e sorrisos nervosos que não faziam o menor sentido.

Quando a cerimonialista finalmente pediu licença para organizar umas pastas com os fornecedores, encontrei a oportunidade perfeita. Giulia estava um pouco mais afastada, sentada no chão do jardim sobre uma toalha. Ela estava com uma agenda aberta, concentrada, escrevendo o discurso que ela disse que faria na nossa cerimônia de casamento. Caminhei até ela a passos lentos, cruzando os braços e observando a postura tensa da minha amiga.

— Giulia — chamei baixinho, pegando-a de surpresa.

Ela deu um leve sobressalto e se virou para mim, forçando um sorriso que não alcançou os olhos.

— Ah, oi, Chiara! Você me assustou.

— Está muito assustada, não é não? — perguntei, arqueando uma sobrancelha.

— Já resolveu tudo sobre o altar? — ela desconversou rapidamente, ajeitando a postura.

— Quase tudo — respondi, estreitando os olhos. Dei mais um passo e me sentei no chão, bem de frente para ela. — Mas eu quero falar de outra coisa. Está acontecendo alguma coisa entre vocês?

Giulia franziu o cenho e fechou a agenda depressa, abraçando-a contra o peito.

— Do que você está falando? Vocês quem?

— Você, a Sofia e o Matteo — fui direta. — Ontem à noite, depois que eu e o Massimo saímos da área da piscina, vocês três ficaram lá sozinhos por um bom tempo. E hoje o clima está esquisito. Aconteceu alguma coisa ontem à noite que eu perdi?

Giulia desviou o olhar imediatamente, focando em uma rosa qualquer atrás de mim. Suas bochechas ganharam um tom sutil de rosa que a entregou na hora.

— Não... não aconteceu nada, Chiara. Impressão sua. Nós só continuamos bebendo, conversamos um pouco e depois cada um foi para o seu quarto.

— Giulia, eu conheço você muito bem — insisti, dando um sorriso de canto, sabendo que ela era uma péssima mentirosa. — Eu sei quando você está escondendo alguma coisa. Essa sua carinha de culpada não me engana. Desembucha.

— Sério, não é nada! — ela repetiu, a voz saindo uma oitava mais alta do que o normal, o que só serviu para confirmar as minhas suspeitas.

Antes que eu pudesse pressioná-la mais um pouco, passos leves sobre o gramado interromperam a nossa conversa. Sofia se aproximou caminhando de forma saltitante, exibindo um sorriso radiante que parecia iluminar todo o jardim. Sem a menor cerimônia, ela passou por mim e abraçou Giulia por trás, colando o corpo ao dela e depositando um beijo demorado e carinhoso na curva do pescoço de Giulia.

Giulia congelou no mesmo instante, ficando totalmente sem graça. Os olhos dela se arregalaram na minha direção enquanto tentava, de forma desajeitada, se afastar um milímetro sem parecer indelicada perto de mim.

Ela colocou no viva-voz. Demorou apenas dois toques para a voz rouca e imponente de Massimo ecoar pelo aparelho.

— Fale, Sofia. Estou em reunião.

— Massimo, meu irmão lindo, escuta... — Sofia começou com a sua melhor voz de menina inocente. — A Chiara está estressada com os detalhes do casamento e nós queremos ir ao clube hoje à noite. Uma despedida de solteira, mas queremos que você, o Matteo e o Adrian venham com a gente também! A comemoração vai ser só entre nós, uma noite nossa para relaxar. O que me diz?

Houve um silêncio pesado do outro lado da linha. Eu quase conseguia ver a testa de Massimo se franzindo.

— Não. Sem chances. O ambiente fora da mansão ainda exige cautela. Fiquem em casa.

— Ah, por favor, Massimo! — Sofia pediu, batendo o pé no chão. — O Moretti já foi resolvido, os conselheiros estão pianinho. Vai ser no clube da nossa própria família, na área vip, totalmente seguro. E vocês vão estar lá com a gente! A Chiara merece uma noite de distração e nós também. Por favorzinho?

Mais alguns segundos de silêncio torturante se passaram. Massimo soltou um suspiro longo e audível pelo telefone, derrotado pela insistência da irmã e sabendo que, se eles estivessem juntos, o controle seria total.

— Está bem. Se nós formos juntos, eu libero. Mas o carro blindado vai levar vocês e eu vou mandar reforçar a segurança do perímetro do clube agora mesmo. Sem discussões. Nos vemos lá na área vip mais tarde.

— Você é o melhor! Te amo! — Sofia desligou antes que ele mudasse de ideia, comemorando com um gritinho enquanto Giulia e eu nos entreolhávamos.

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