“Entre o desejo e o amor existe um momento em que dois corações simplesmente se rendem.”
Elena Rossi
Quando Damian decidiu tomar o controle naquela madrugada… eu soube que não haveria volta.
Damian não perdeu tempo, ainda ofegante, ele se sentou na cama com um movimento fluido, flexionando os músculos dos braços enquanto me puxava para perto, colando meu corpo ao dele.
Seus lábios capturaram os meus com volúpia, num beijo faminto e possessivo que me deixou sem fôlego, nossas línguas se entrelaçaram em um ritmo urgente. Senti o gosto residual dele na minha boca misturado ao nosso beijo, e isso só aumentou o fogo dentro de mim.
Ele se afastou um pouco, enquanto seus lábios roçavam na minha orelha, e sussurrou com aquela voz rouca que sempre me arrepiava:
— Hoje não vou fazer amor com você… quero te foder gostoso princesa… te encher toda com o que você acabou de engolir.
As palavras dele foram indecentes e provocantes, carregadas de uma intensidade que me pegou desprevenida. Senti meu rosto esquentar imediatamente, e as bochechas coraram enquanto vergonha e desejo se misturavam dentro de mim de uma forma avassaladora. Meu corpo reagiu no mesmo instante, um arrepio percorreu minha espinha e, sem perceber, me aproximei ainda mais dele, sentindo o desejo pulsar com uma força difícil de ignorar.
Damian sorriu contra minha pele, sabendo exatamente o efeito que tinha sobre mim. Suas mãos subiram devagar, abrindo o robe que ainda me cobria parcialmente, expondo meus seios nus ao ar fresco da madrugada. Ele os admirou por um segundo, com os olhos famintos, antes de inclinar a cabeça e levar os lábios até um dos mamilos, chupando-o com uma sucção lenta e deliberada que me fez arquear as costas e gemer baixinho.
— Da-Damian Ann…
A outra mão dele segurou meu quadril com firmeza, me guiando para cima dele, posicionando-me exatamente onde ele queria. Senti a ponta do seu membro, já endurecendo de novo, roçando minha entrada úmida, e ele me invadiu devagar, me preenchendo completamente enquanto continuava a sugar meu seio, alternando entre lambidas e mordidas suaves que me deixavam à beira da loucura.
— Ann…
Meu corpo se movia no ritmo dele, cada investida lenta e profunda me levava mais perto do abismo. Damian alternava entre os meus seios, sugando um mamilo com fome enquanto massageava o outro com os dedos, circulando o polegar contra o bico endurecido de um jeito que enviava choques de prazer direto para o centro do meu ser.
Eu gemia baixinho, com as mãos cravadas nos ombros largos dele, enquanto minhas unhas marcavam sua pele na tentativa de me ancorar à realidade. Mas era inútil, o prazer crescia como uma onda inevitável, me levando cada vez mais próxima do limite.
— Não para amor… não… Ann…
Senti o clímax se aproximando devagar enquanto uma tensão deliciosa começava a surgir na base da minha espinha e subia, espalhando-se pelas coxas, pelo ventre, pelos seios.
— Meu Deus.
Damian acelerou o ritmo sutilmente, sua mão no meu quadril me guiava para cima e para baixo com mais urgência, o membro dele me invadia cada vez mais fundo, enquanto sua pélvis roçava aquele ponto sensível que me fazia ver estrelas. Meus gemidos se tornaram mais altos, descontrolados, e ecoavam no quarto escuro como um segredo que só nós compartilhamos.
— Amor… eu vou…
— Isso, princesa… — murmurou contra minha pele, com a voz rouca e baixa vibrando através de mim. — Goza gostoso.
As palavras dele foram o gatilho.
Eu sorri contra os lábios dele, ainda sem fôlego para responder direito.
— Exausta… mas bem. Muito bem. — Minha voz saiu rouca, entrecortada, e eu ri baixinho, escondendo o rosto no ombro dele de novo. O calor da vergonha misturava-se ao contentamento, e eu me aninhei mais perto, sentindo o corpo dele se moldar ao meu como se fôssemos peças perfeitas de um quebra-cabeça.
Damian riu também, um som baixo e reconfortante, e me apertou um pouco mais nos braços, rolando devagar para o lado até que estivéssemos deitados de frente um para o outro, com as pernas entrelaçadas. Seus dedos continuaram a acariciar minhas costas, descendo até a curva do quadril, e eu suspirei, deixando que o cansaço me levasse aos poucos. Mas então, com aquele tom travesso que eu conhecia tão bem, ele murmurou perto do meu ouvido:
— Sabe, princesa, se continuar me acordando assim, vamos precisar nos mudar para um quarto mais escondido.
Meu rosto queimou instantaneamente, e um rubor intenso subiu pelas minhas bochechas enquanto eu empurrava o peito dele, tentando me afastar, mas sem força de verdade.
— Damian! — exclamei, com os olhos arregalados de vergonha. — Para com isso! Você é impossível, sabia? Não foi tão alto assim… foi? — Eu o encarei, corada até a raiz dos cabelos, e ele só riu mais, puxando-me de volta para os braços dele, me fazendo resmungar contra o peito largo. — Você me deixa louca quando fala essas coisas!
Ele beijou o topo da minha cabeça, ainda rindo baixinho.
— Mas é verdade, e você fica ainda mais linda quando fica brava.
A madrugada ainda nos envolvia, silenciosa e íntima, e naquele momento, com o coração dele batendo perto do meu, eu me senti completa, pronta para o que viria depois.
O segredo que crescia dentro de mim parecia brilhar ainda mais naquele momento, e por um instante me perguntei quanto tempo levaria até encontrar coragem para contar tudo a ele. Mas, por hora, éramos apenas nós dois ali, deitados juntos, recuperando o fôlego e compartilhando o silêncio tranquilo da noite.

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