Eduardo
O cheiro do mar invadiu meus sentidos logo que abrimos as portas de nossa vila. O sol se punha ao longo, tingindo o horizonte de uma laranja dourada, enquanto o som das ondas quebrando na areia fina embalava o ambiente.
O bangalô de luxo onde Stella e eu nos hospedaríamos nas próximas semanas parecia flutuar sobre o oceano cristalino. As tábuas de madeira que nos conduziam até à entrada formavam uma passarela particular sobre as águas de um azul inacreditável. Aqui, o tempo parecia desacelerar, como se o mundo lá fora não existisse.
— Inacreditável — murmurei, virando-me para Stella. — É mais lindo do que imaginei.
Ela estava parada ao meu lado, os olhos perdidos na vastidão do oceano à nossa frente. Mal via o paraíso a sua frente. Havia algo no olhar dela, uma sombra de saudade que, mesmo neste cenário paradisíaco, eu não podia ignorar.
— Sinto tanto a falta deles, Edu — ela confessou baixinho, a voz embargada.
Sabia que esse momento viria, ainda mais depois de quase vinte e duas horas de voo. Desde que saímos de Boston, no caminho para o aeroporto, Stella já demonstrava sinais de ansiedade por estar longe das crianças. Foi a primeira vez que nos separamos de todos eles desde o nascimento dos trigêmeos. Mesmo com toda a tranquilidade que temos garantida: nossos pais e Mona, Abigail, Antonella cuidando de cada detalhe, ela não conseguiu evitar o aperto no peito.
— Eu sei, meu amor — falei, puxando-a suavemente para perto de mim. — Mas pense em tudo que fizemos para que esse momento fosse perfeito para nós dois. Nossas crianças estão bem cuidadas. Bella, Benício, Bia e Bento estão rodeados de amor. Agora é o nosso momento. Um tempo só para nós dois, longe de todas as preocupações.
Ela afundou o rosto no meu peito, e eu pude sentir suas lágrimas silenciosas molhando a minha camisa de linho azul. Envolvi seu corpo delicadamente com meus braços, como se quisesse protegê-la de todas as incertezas que ela carregava.
— Vai ser difícil, eu sei — continuei, acariciando seus cabelos castanhos que brilhavam sob a luz suave do crepúsculo. — Mas isso aqui é o começo de algo novo para nós. Nossas vidas agora são uma fusão de amor, família e sonhos. E você merece cada segundo de felicidade que esse lugar pode nos proporcionar.
Ela levantou o rosto e, pela primeira vez desde que olhamos, um pequeno sorriso surge em seus lábios.
— Você sempre sabe o que dizer — sussurrou ela, com os olhos brilhando.
— Só porque sei melhor do que ninguém do que minha esposa precisa — retruquei, beijando sua testa.
Nós dois ficamos ali, abraçados, enquanto o sol lentamente desaparecia no horizonte, as cores quentes mudando-se em um espetáculo de estrelas que começava a pontilhar o céu.
Quando o céu já estava escuro e as estrelas dominavam o céu, com a luz imponente brilhando no céu mostrando sua beleza, eu e Stella entramos no bangalô. Stella ficou maravilhada com o luxo do lugar, decidimos tomar um banho para tirar o cansaço da viagem.
O chão do banheiro e de todo o bangalô, eram um vidro temperado que permitia olhar o mar abaixo de nós, alguns peixinhos coloridos dançavam suas nadadeiras exibindo sua beleza.
— Amor, ninguém mergulha aqui, não é? — Dou uma gargalhada e respondo sorrindo:
— Não, minha vida, só nós dois temos permissão de mergulhar aqui embaixo, fique tranquila, só eu vou apreciar essa maravilha. — Digo apertando seu corpo.
Ela não responde, apenas se j**a em meus braços, e me beija. Sou viciado em seu beijo, em seu toque, Deus como amo essa mulher.
Quando Stella finalmente concordou, decidimos tomar café da manhã à beira da água. A mesa estava posta com frutas tropicais, sucos frescos e pães locais, tudo perfeitamente arranjado com flores coloridas. Rimos enquanto ela tentava descrever o sabor exato de uma fruta que nunca provamos antes.
— Amor, sinto que estou em um filme — ela disse, sorrindo enquanto segurava minha mão sobre a mesa.
— E você é a estrela principal — brinquei, dando-lhe um beijo suave na palma da mão.
Passamos o resto do dia explorando o paraíso que nos cercava. Caminhamos pela praia, de mãos dadas, sentindo a areia quente sob nossos pés, o vento leve e o mar nos convidando a mergulhar. À tarde, alugamos um barco e navegamos por águas tranquilas até uma pequena ilha deserta. Foi ali, sozinho no meio do oceano, que Stella pareceu, pela primeira vez, se desconectar completamente do mundo lá fora.
— Você estava certo — disse ela, enquanto deitávamos sobre a manta que ela estendeu na areia, com o sol quente beijando nossas peles. — Estar aqui… só nós dois… é como se o tempo parasse. Preciso disso. Precisava de você só para mim.
Olhei para ela, o rosto iluminado pelo sol, suas bochechas estavam rosadas, e senti uma onda de amor tão forte que mal consegui encontrar as palavras certas.
— Eu também preciso de você, Stella — confessei. — Mais do que você imagina.
Beijei-a suavemente, deixando nossos corpos se fundirem na areia, enquanto o mar continuava seu murmúrio ao fundo. Não havia mais nenhuma tensão, nenhuma saudade ou preocupação. Por aquele momento, estávamos completos, inteiros.
Em segundos estávamos nus, com apenas uma manta protegendo nossos corpos. Nossos beijos eram quentes e o toque delicado dela em minha pele era como uma corrente elétrica que me impulsionava imediatamente. Sem conseguir me conter, penetro-a e só consigo ouvir nossos gemidos misturados com os sons das ondas quebrando nas pedras ao nosso redor.

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