Eduardo
Nos próximos dias, nos entregamos a tudo o que o paraíso tinha a oferecer. Fizemos mergulho nas águas translúcidas, onde peixes coloridos nadavam ao nosso redor como se fossem parte de um quadro vivo. Jantamos sob as estrelas, com os pés descalços na areia, enquanto o som distante das ondas nos embalava. Cada refeição, cada passeio, cada risada compartilhada parecia nos aproximar ainda mais.
Mas, para mim, o verdadeiro milagre dessas férias foi ver Stella se entregar à felicidade sem reservas. Seu riso ecoava por toda parte, sua energia vibrava em cada atividade, e o brilho em seus olhos... aquele brilho era o que eu mais amava.
Uma noite, enquanto jantávamos à luz de velas em uma plataforma particular construída sobre o mar, ela segurou minha mão com uma força que quase me surpreendeu.
— Obrigada por me trazer até aqui — ela disse, com a voz suave, mas cheia de emoção.
— Eu sempre vou te levar onde você precisar estar. É só me dizer que te levo — respondi, olhando-a nos olhos. — E sempre estarei ao seu lado, seja nas Maldivas ou em casa, rodeados pelas crianças. A única coisa que importa para mim é você. Sua felicidade, seu bem-estar.
Ela me deu um sorriso. Eu amo seus sorrisos, e amo especialmente esse que conheço tão bem e que nunca deixa de me desarmar. Esse sorriso era cheio de significados, que nenhuma palavra seria capaz de descrever, e, para minha sorte, ele era só para mim.
— Eu sou a mulher mais sortuda do mundo por ter você, Eduardo.
Apertei sua mão com firmeza, sentindo a profundidade das palavras que ela não disse.
— E eu, o homem mais sortudo, por te ter como esposa — disse, sorrindo.
Os dias que seguiram nas Maldivas não foram apenas uma lua de mel. Foram uma reconexão profunda, um lembrete de tudo o que conquistamos juntos, de todas as batalhas que vencemos e das felicidades incontáveis que ainda nos esperam.
Enquanto o sol nascia sobre as águas, no último dia, nos abraçamos no deck do bangalô. Deixamos o silêncio falar por nós, sabendo que, embora estivéssemos prontos para voltar para casa, carregávamos um pedaço desse paraíso em nossos corações.
…
Por Stella
Quando senti o toque suave do sol em meu rosto, soube que o dia seria perfeito. Acordar ao lado de Eduardo, naquele bangalô que parecia suspenso sobre o mar, era como viver dentro de um sonho. O som das ondas lá fora era tão suave, tão tranquilo, que quase me fazia esquecer o peso que ainda sentia por estar longe dos meus filhos.
Os últimos dois anos foram intensos – o nascimento dos trigêmeos, os desafios que enfrentamos, a descoberta de que o coração de Savanna, a falecida esposa de Eduardo, é o que b**e no meu peito. Todos esses momentos nos moldaram, nos fortaleceram. Mas, ao mesmo tempo, também nos distanciaram um pouco de nós mesmos. Nossos dias eram cheios de amor, sim, mas também de responsabilidades, compromissos, e tinha o restaurante, que tomava grande parte do meu tempo. Quase não ficávamos juntos. Ele estava certo, precisávamos desse momento, só nós dois.
E agora, aqui estávamos, nesse paraíso, longe de tudo e de todos, com a oportunidade de nos reconectarmos. Cada dia nas Maldivas era uma chance de voltar a me apaixonar por ele, não como o pai dos meus filhos ou como meu protetor constante, mas como o homem que sempre foi: minha tristeza, meu porto seguro, meu norte, meu tudo.
…
Os dias passaram rápido, com tantas atividades e novos conhecimentos. Eduardo parecia mais perfeito a cada dia, e eu o amava ainda mais. Ainda não acredito na loucura que fizemos na ilha... Fizemos amor com o sol estalando no céu, e nossos corpos nus banhados pela sua luz.
Nadar com os peixes foi emocionante, e fiz Edu prometer que, quando as crianças estiverem maiores, voltaríamos com eles. Bella iria ficar encantada. Eu fiquei com medo de tentar o esqui aquático, mas Edu me garantiu que seria seguro, e que, se eu caísse no mar, ele pularia para me salvar. Tenho que confessar, no início fiquei apreensiva, mas depois foi maravilhoso.
…
Enquanto o sol nascia sobre as águas no último dia, nos abraçamos no deck do bangalô. Deixamos o paraíso com uma pontinha de dor pelos dias maravilhosos que vivemos, mas felizes por poder voltar para casa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laços do Coração.A babá do Destino.