Stella
Lembranças de momentos felizes passando pela minha mente como um filme em câmera lenta. Nosso primeiro beijo, as noites em que conversamos, e nos atacávamos nos dois sentidos até de madrugada, as risadas por coisas bobas, os olhares que falavam mais do que palavras. Tudo isso nos trouxe até ali, naquele quarto iluminado por velas, cercado de memórias e de amor.
Eduardo sempre soube exatamente como me tocar, como me fazer sentir especial. Seus movimentos eram lentos, cheios de cuidado, mas com a pressão certa, no lugar certo, e cada toque era uma declaração silenciosa do quanto ele me amava. A maneira como ele dizia meu nome, como nossos corpos se entrelaçavam em perfeita harmonia… era a materialização de tudo o que desejamos.
Ele me penetra suavemente, como se não quisesse que a noite acabasse, queria que nosso momento perdurasse para sempre. Nossos gemidos eram ritmados, como o puro som da luxúria, misturado com o amor incondicional que sentíamos um pelo outro.
Quando finalmente chegamos ao ápice, foi como se o tempo parasse por um instante. Eu senti a respiração dele, pesada e quente contra minha pele, e seu coração batia tão rápido quanto o meu. Ficamos ali, juntos, ainda conectados de maneiras que palavras nunca poderiam descrever.
Eduardo me puxou para mais perto, seu corpo quente contra o meu, e eu me aninhei em seus braços, sentindo-me mais seguro e mais amado do que jamais senti antes.
— Eu te amo, Stella, — ele sussurrou, sua voz era suave e transmitia emoção.
— Eu também te amo, Eduardo, — respondeu, fechando os olhos, permitindo que o calor do momento nos envolvesse por completo.
Ali, nos braços dele, cercada pelas nossas lembranças e pelas promessas de um futuro juntos, eu pensei, sem a menor dúvida, que estava exatamente onde deveria estar.
Nossa noite foi quente, mas a melhor parte foi saber que eu estava dormindo ao lado do meu esposo.
…
O sol já começava a nascer no horizonte, tingindo o céu com nuances de laranja e azul e amarelo. Enquanto eu colocava as últimas peças de roupa na mala, uma mistura de euforia e ansiedade pulsava no meu peito. Eduardo estava encostado na porta do quarto, me observando em silêncio. Eu poderia sentir o olhar dele, calmo e atento, como se estivesse memorizando cada movimento meu, cada detalhe… suspirei, fechando o zíper da mala com cuidado.
— Ainda parece surreal — murmurei, sem me virar para ele. — Depois de tudo o que aconteceu, estamos prestes a embarcar para as Maldivas, só nós dois.
Eu sinto a presença dele se aproximar até seus braços me envolverem em um abraço quente e reconfortante, a minhas costa, cinto seu pescoço encaixar em meu ombro e sua respiração suave em meu ouvido; por um momento, fechai os olhos, me entregando aquele momento. Era como se, ao lado dele, todo o caos dos últimos anos fosse momentaneamente silenciado.
— Foi um longo caminho, mas chegou a nossa vez de respirar — ele sussurrou, a voz grave e serena, transmitindo a certeza que eu precisava. — Nós merecemos isso. — Ele diz.
Eu tentei ri
— Sentirei falta das crianças! — Digo sincera.
— Eu também, meu amor, mas precisamos disso, precisamos de um tempinho só para nós, quando voltarmos, viajaremos com eles.
— Promete? — insisto.
— Sim, meu amor, eu prometo. — Ele diz e beija meu pescoço, fazendo eu rir.
As palavras da minha avó fizeram meu coração se apertar de novo, e eu já não consegui mais conter as lágrimas. Era difícil partir, mesmo sabendo que eles estariam bem. Amar tanto alguém a ponto de fazer na despedida… como era possível? Apertei Bella e os trigêmeos contra mim, sentindo sua respiração suave no meu ombro, e tentei segurar as lágrimas enquanto beijava seus cabelos.
— Vou sentir tanta saudade — murmurei.
Eduardo colocou a mão no meu ombro, a firmeza dele me trazendo de volta. Ele me olhou nos olhos, também emocionado, era a primeira vez que nos separamos por tanto tempo das crianças.
— Vai ser difícil ficar muito tempo… mas estamos só a um telefonema de distância.
Abigail nos envolveu em um abraço, com o calor que só uma verdadeira mãe poderia dar.
— Vocês precisavam disso. Ficaremos bem! — Ela disse com seu tom carinhoso de sempre.
Logo minha sogra e mãe chegaram, praticamente juntas.
A despedida foi cheia de abraços, beijos e palavras de amor. As crianças acenavam, e Bella, como eu, tentava segurar as lágrimas. Com um último olhar para elas, segurei a mão de Eduardo, pronto para partir. O peso da saudade já estava lá, mas havia também a promessa de dias lindos.
— Pronta? — ele disse, apertando minha mão.
— Pronta — respondi, com um sorriso tímido, deixando para trás a casa cheia de amor que construímos juntos, pronta para nosso merecido descanso nas Maldivas.

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