O coração de Luan deu um salto. Ele não era tolo e imediatamente pensou em seu passeio com Rosa.
Ele se perguntou se a Sra. Geovana havia descoberto que ele não tinha voltado nos últimos dois dias. A pessoa do outro lado da linha o pressionava, e ele não retornava as ligações. Qualquer mulher notaria que algo estava errado.
Ele não estava namorando Rosa, mas suas ações eram indistinguíveis de um casal. Luan não sabia o que a Sra. Geovana estava tramando, mas nos últimos anos, ela sempre atendera a todos os seus pedidos, e ele não seria ingrato.
"Tudo bem, para onde você quiser ir, eu te acompanho."
Luan já havia decidido. O que quer que ela quisesse fazer, ele a acompanharia. Afinal, ele era sustentado por ela.
A Sra. Geovana lentamente se afastou de seus braços, seus olhos brilhando ao olhar para Luan.
"Você está falando sério? Então, vamos agora."
A Sra. Geovana, sem hesitar, puxou Luan e saiu. Ele a seguiu de perto até o carro.
Hoje, a Sra. Geovana usava um vestido rosa que a fazia parecer vários anos mais jovem, mas ao lado de Luan, ainda pareciam mãe e filho.
Os dois foram passear na rua mais movimentada do centro. A Sra. Geovana, como uma criança, ora queria comer isso, ora queria comprar aquilo, se divertindo muito.
Luan a acompanhou o tempo todo, mas as pessoas ao redor os olhavam com estranheza.
Porque a Sra. Geovana não parava de fazer manha para Luan. Ela parecia não notar os olhares das pessoas e continuava de braços dados com ele.
Quando os dois passaram por uma loja de roupas no centro, a Sra. Geovana de repente parou Luan e, olhando para o espelho, perguntou: "Nós parecemos um casal ou mãe e filho?"
Ao ouvir a pergunta, o corpo de Luan estremeceu. As palavras da Sra. Geovana tinham um duplo sentido. Ele não respondeu. Somente quando ela insistiu, ele disse: "O que você acha que parecemos?"
Ele devolveu a pergunta calmamente para a Sra. Geovana. Ela sorriu, olhou para o espelho por mais um momento e, em seguida, disse suavemente: "Esqueça. Estou cansada hoje, vamos embora."
Ele não sabia o que a Sra. Geovana faria a seguir, mas obedeceu. Ela dirigiu e o levou de volta ao apartamento. Ao descer do carro desta vez, a Sra. Geovana foi na frente, sem mais se importar com Luan.
"Se a Sra. Geovana tem algo a dizer, diga diretamente. Seja qual for o resultado, eu posso suportar."
Os olhos de Luan não demonstravam medo nem arrependimento.
A Sra. Geovana acendeu um cigarro, ergueu a cabeça e soltou um anel de fumaça: "Eu sei de tudo. Você não pode me esconder. Nesses dois dias, você não atendeu minhas ligações porque estava em um encontro com aquela mulher, certo?
Você se interessou pela herdeira da Família Luz. Acha que vocês combinam? E ela é vários anos mais velha que você. Luan, eu não esperava que você me traísse. Você realmente me decepcionou."
Luan entendeu. Na verdade, a Sra. Geovana sabia de tudo. Ela apagou o cigarro no cinzeiro.
Ela e Luan saíram para experimentar a sensação de namorar. Foi como voltar à sua juventude, o sabor do primeiro amor era tão bom. Mas os tempos eram outros, e o que passou, passou.
"Eu já estou velha, não posso mais namorar despreocupadamente como vocês, jovens. Quando estávamos andando no centro, todos diziam que éramos mãe e filho, que você era meu filho."
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