Agora que o filho finalmente tinha conquistado respeito, é claro que ela queria que Vinicius largasse Yana e arranjasse uma nora obediente, alguém que pudesse ser controlada por ela.
"Mãe, por favor, pare de criar confusão. Alguém, rápido, leve minha mãe para fora."
Vinicius estava à beira do desespero, e então dezenas de seguranças entraram e tiraram Tatiana dali. Quanto à mulher que segurava a criança, não teve a mesma sorte.
Ela foi levada pela polícia, junto com a criança.
Vinicius estava encharcado de suor, e os funcionários da empresa, percebendo o clima pesado, não ousaram ficar mais tempo ali — sabiam que quanto mais segredos soubessem, pior seria para eles.
No local, restaram apenas Vinicius, seu sogro e a Sra. Ulhoa.
"Pai, aquela mulher é uma golpista. Não acredite nela. Esses anos todos, muita gente tentou me prejudicar, mas eu só amo a Yana."
Vinicius chorava sem conseguir se controlar, mas Sra. Ulhoa atirou no rosto dele, furiosa, um exame de DNA que estava em seu celular.
"Isso também é armação? Vinicius, já tolerei você por tempo demais. Sabe que dia é hoje? Na frente de toda a empresa, você me humilhou, ainda trouxe aquela mulher com uma criança. O que você acha que eu sou?"
Laercio também parecia profundamente decepcionado.
"Vinicius, esses anos todos te tratei como um filho, esperando que um dia você me trouxesse uma resposta digna. Finalmente chegou esse dia, e é isso que você faz?"
A expressão de Laercio era de pura dor. Sra. Ulhoa sentou-se no sofá de veludo, o rosto gelado, enquanto Vinicius olhava apavorado para a esposa.
"Yana, eu te amo de verdade. Não faço ideia de quem quer me prejudicar, mas tenho certeza de que querem destruir nosso casamento para tirar vantagem disso."
Sra. Ulhoa soltou um riso frio: "Quem poderia te prejudicar? Quer insinuar que é sua mãe? Você não ouviu o que ela acabou de dizer? Que eu não posso ter filhos, que você devia se divorciar de mim e aceitar o filho de outra mulher. Isso não foi sua mãe quem disse, Vinicius? Você acha que eu não conseguiria outro marido, que preciso ficar com você?"
Vinicius ficou tão assustado que mal conseguia falar.
"Amor, me escuta, não é nada disso. Minha mãe foi enganada por aquela mulher."
"O que você está fazendo?"
Vendo o filho jogando suas coisas para fora, Tatiana ficou boquiaberta.
Depois de esvaziar tudo, Vinicius encarou a mãe: "Mãe, não me culpe por ser ingrato. Quando fiquei rico, trouxe você para a cidade para aproveitar a vida. E o que você faz? Se une com uma mulher de fora para me prejudicar."
Tatiana ficou atônita: "Que história é essa de se unir a mulher de fora? Aquela é minha nora, meu neto!"
"Quer uma nora? Pois leve aquela mulher com você, leve a criança também para o interior e crie como quiser. Todo mês te mando dez mil de mesada, faça o que quiser, mas não venha me atrapalhar."
Tatiana ficou paralisada: "Vinicius, isso é jeito de falar com a própria mãe? Tudo o que faço é para o seu bem, para o bem da nossa Família Ulhoa. Pra que você quer uma mulher que não pode ter filhos?"
Vinicius cortou a mãe na hora: "Pra quê? Porque ela me faz ter dinheiro sem fim, prestígio sem fim. Pra que preciso dessa mulher que você trouxe? Só quer se aproveitar de mim e ainda me prejudica.
Enfim, o neto já nasceu, leve ele junto. Eu não vou me meter. Mas daqui pra frente, não quero mais ver vocês por aqui. Vão embora o mais longe possível."

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