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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 865

Depois de se despedir da dona da casa, Serena percebeu que tanto Felipe quanto Adolfo a encaravam com indignação.

Serena deu um riso sem graça. — Em cidades pequenas é assim mesmo. O pessoal adora uma fofoca, e quanto mais absurda, melhor. Às vezes, para deixar a história mais interessante, eles acabam inventando uns detalhes a mais.

— E por que você não desmentiu? — Felipe estreitou os olhos.

Ele havia sido tachado de marido infiel!

— Desmentir fofoca não rende assunto, então não adianta nada.

— Você devia ter deixado a história a limpo com aquela senhora agora há pouco! — Adolfo também cerrou os olhos.

— Aquela senhora... cof, cof, gosta de ir a fundo nas coisas. Se eu desse trela, ela ia virar a nossa vida de pernas para o ar.

O mais importante era que a dona da casa era uma das maiores fontes de invenção da vizinhança. Qualquer coisa que ela ouvisse, com certeza ganharia uma versão muito mais elaborada e sairia da boca dela como uma história completamente diferente.

Ao chegar a esse ponto, Serena olhou para os lados.

— Cadê o Gabriel?

Felipe olhou para o carro estacionado lá fora. — Ele estava no carro agora mesmo.

No entanto, a porta do veículo estava aberta e não havia mais ninguém lá dentro.

Serena suspirou, resignada. — Com certeza já foi atrás dos amiguinhos para brincar.

Enquanto Felipe acomodava as bagagens que trouxeram, Serena levou Adolfo para o quarto das crianças, no andar de cima. Era um cômodo onde predominava o tom azul, espaçoso e muito iluminado. Havia também uma grande varanda de onde se via a montanha e o riacho em frente, além das montanhas mais próximas nas laterais, salpicadas de flores silvestres.

Não era apenas a vista que encantava; o design do quarto também fora feito com muito cuidado. Havia uma cama grande voltada para a varanda, uma escrivaninha de formato singular e uma enorme estante repleta de livros.

Desde o momento em que entrou no cômodo, os olhos de Adolfo brilhavam. Principalmente ao ver aquela estante abarrotada de livros variados; ele soltou uma exclamação de pura surpresa.

— Mamãe, este quarto é...

Vendo que Adolfo havia mergulhado de cabeça na leitura, Serena não o incomodou e desceu para procurar Felipe. Ao ver que ele tinha acabado de esvaziar uma das malas, ela o puxou pela mão até o seu quarto, no segundo andar.

O quarto dela era enorme, dividido em dois ambientes separados por uma cortina de tecido fino. A parte da frente era uma sala de chá, com um leve toque da cultura tradicional, enquanto o espaço interno abrigava uma cama de casal imensa. A cabeceira ficava encostada na parede, e tanto a parte voltada para os pés da cama quanto a lateral eram cercadas por janelas enormes de vidro, que iam do teto ao chão.

Ela puxou Felipe para se deitar na cama. Bastava virar a cabeça para contemplar toda a paisagem ao redor da casa.

— O quarto da Patrícia fica no terceiro andar e foi decorado do jeito que ela queria. Já o segundo andar é totalmente a minha cara. — Serena esticou os braços e soltou um longo suspiro de prazer. — Levamos mais de um ano para reformar este lugar.

Ela era verdadeiramente apaixonada por aquela casa, superando até mesmo o sentimento que tinha pelo lar em Cidade Lumia.

Felipe virou-se, puxou Serena para os seus braços e deu um leve sorriso.

— Esta cama é bem grande.

Serena respondeu de imediato: — Mas só dois homens se deitaram nela até hoje.

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