Patrícia ficou em silêncio por um instante.
— Se você não o amasse mais, não estaria angustiada com isso.
Sandra assentiu.
— Eu ainda o amo, sei disso melhor do que ninguém.
Após a refeição, desceram para o estacionamento, mas não esperavam que Fabiola ainda estivesse lá. Ao ver Sandra sair do elevador, ela desceu apressadamente do carro e correu em sua direção.
— Irmã, estou esperando por você há um bom tempo.
Fabiola se aproximou e abraçou afetuosamente o braço de Sandra.
Rogério franziu a testa imediatamente, virou-se e perguntou a Sandra:
— Essa é a sua irmã?
Sem dar atenção a Rogério, Sandra soltou o braço das mãos de Fabiola.
— Por que estava me esperando?
Fabiola ia falar, mas Rogério de repente se colocou na frente de Sandra.
— Então você é a maldita sanguessuga. Eu já queria cruzar com você há muito tempo, e vejo que tem mesmo essa cara de cínica.
Fabiola se assustou com a expressão feroz de Rogério e rapidamente deu a volta, escondendo-se atrás de Sandra.
— Irmã, quem é ele?
— Vem cá que eu te mostro quem eu sou! — Rogério cerrou os punhos.
Patrícia o segurou depressa. Um homem adulto bater em uma mulher... se isso vazasse, ele, como presidente do Grupo Glória, viraria uma piada.
— Chega, que loucura é essa? Eu resolvo os meus problemas! — Sandra repreendeu Rogério, depois se virou e pediu que Fabiola fosse embora primeiro.
— Irmã, que tipo de marginal é esse seu amigo?
— Ele é meu amigo, sim, então por favor, seja mais educada com ele!
Fabiola apertou os lábios, parecendo magoada.
Vendo que Sandra estava balançando, Rogério teve vontade de xingá-la para ver se ela acordava. Patrícia balançou a cabeça para ele. Embora não conhecesse a história de Sandra e sua família, sendo um assunto familiar, não cabia a pessoas de fora interferir.
Além disso, certas coisas precisavam ser vistas com os próprios olhos para serem compreendidas de verdade.
Diante das súplicas de Fabiola, Sandra acabou cedendo.
Ela avisou a Rogério e Patrícia e, em seguida, entrou no carro de Fabiola e partiu.
Rogério bufou.
— Vai vendo, ela ainda vai ser enganada por eles!
No caminho, Grace adormeceu. Após estacionar o carro, Rogério pegou a menina no banco de trás.
Sabendo que era ele, Grace se aninhou confortavelmente em seus braços.
— Papai...
— Chegamos em casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira