Acontece que Sandra tinha ido a uma balada para se divertir. Ela subiu no palco, fez uma dança sensual e acabou sendo mal interpretada por um homem influente, que achou que ela fosse garota de programa. Ele tentou arrastá-la à força para um camarote privado com a intenção de se aproveitar dela.
Sandra, que também já tinha bebido um pouco, teve um acesso de raiva, pegou uma garrafa de bebida e rachou a cabeça do homem.
Depois disso, os capangas do homem a levaram para um bairro antigo, forçando-a a participar de uma daquelas festas ilícitas. Apavorada, ela conseguiu dar um jeito de ligar para Rogério, implorando para que ele fosse salvá-la.
Rogério chegou, mas enquanto tentava negociar com o homem, a polícia invadiu o local, declarando que aquilo era uma orgia e que todos seriam presos.
No meio da confusão, Rogério tentou fugir com ela, mas a polícia estava no encalço. Rogério, então, disse para ela correr na frente enquanto ele ficava para trás para lidar com os policiais. Naturalmente, ele acabou sendo preso.
Ao ouvir o relato de tudo o que aconteceu, Patrícia sentiu uma vontade súbita de dar um cascudo em Sandra novamente.
Depois de esconder Sandra em um local seguro, Patrícia correu para a delegacia.
Ao conversar com os policiais, Patrícia percebeu a gravidade da situação. Eles haviam prendido vinte pessoas no total, oito homens e doze mulheres. Não se tratava apenas de uma orgia, mas também havia consumo de substâncias ilícitas. Além disso, após os interrogatórios, todos apontaram Rogério como o organizador do evento.
Com o acúmulo de acusações, se ele fosse condenado por tudo, Rogério pegaria uma pena de prisão.
Ao ouvir isso, o coração de Patrícia quase não aguentou.
— Pelo que eu sei, meu marido foi lá apenas para encontrar uma amiga. Ele não participou e muito menos organizou nada. — Patrícia tentou explicar aos policiais, embora soubesse que suas palavras dificilmente seriam aceitas sem provas.
O jovem policial, que já a tinha reconhecido, demonstrou um certo olhar de compaixão ao ouvi-la.
— Quando entramos, seu marido estava na cama com uma mulher.
O restante não precisava ser dito; ele acreditava que Patrícia entenderia.
Patrícia franziu a testa ao ouvir aquilo.
— Eu confio no meu marido. Ele não faria isso, é absolutamente impossível.
— Nós vamos investigar tudo com clareza. A Srta. Correia deve apenas se preparar psicologicamente — disse o jovem policial.
— Grace acabou de dormir, fale baixo.
Patrícia correu para o quarto para ver Grace. Ao constatar que ela estava realmente lá e dormindo, sentiu um leve alívio. Em seguida, voltou para a sala e questionou Bryan sobre o motivo de estar em sua casa.
— Rogério parece ter saído para uma emergência e chamou uma babá temporária para cuidar da Grace. Mas sabe como é, essas temporárias não são confiáveis; ela teve um problema em casa e deixou a Grace sozinha. Eu vim ver a Grace por acaso, vi que ela estava sozinha e fiquei para fazer companhia — explicou Bryan.
Patrícia franziu o cenho.
— Eu não dei permissão para você visitar a Grace.
— Eu sou o pai biológico da Grace, a lei me dá o direito de visitação.
— A Grace não gosta de você.
— É verdade, mas eu disse que você estava muito ocupada e que seria melhor ela não atrapalhar seu trabalho, e ela obedeceu direitinho. Embora relutante, ela comeu a comida que eu fiz e até deixou que eu a acompanhasse no dever de casa.

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