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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 799

— Você ainda não vai ser honesto, moleque?

O homem ergueu o punho novamente, mas ao ver o rosto de Serena escurecer, instintivamente recuou um passo. No entanto, após recuar, sentiu que havia perdido a dignidade.

— Você tem que dar uma boa lição no seu filho na minha frente, senão isso não vai acabar aqui!

Serena ignorou o homem e olhou para Agatha.

— Você disse que viu com seus próprios olhos o Adolfo bater nela?

Agatha estufou o peito.

— Sim, eu vi com meus próprios olhos.

— Por que o Adolfo bateu nela?

— Como eu vou saber? Mas eu acho que talvez a Katia não quisesse sentar com ele na carteira, então ele se sentiu humilhado!

— É mesmo? — Serena virou-se para a professora.

A professora demonstrou dúvida no rosto, mas não disse nada.

Serena então olhou novamente para Agatha.

— Você viu mesmo?

— Claro que vi.

— Eu acho que você está mentindo.

— Eu não estou mentindo! — Agatha se exaltou.

— Então me diga, o que o Adolfo usou para machucá-la?

— Uma pedra!

— Tem certeza que foi uma pedra e não um tijolo?

— Claro que foi uma pedra!

Ao ouvir isso, todos os presentes ficaram atônitos.

Serena esboçou um sorriso sarcástico.

— As histórias das duas não batem. Claramente estão mentindo.

Agatha ainda não tinha entendido direito e virou-se para olhar para Katia.

Katia já estava entrando em pânico.

— Eu... eu lembro que foi um tijolo, mas posso ter lembrado errado.

Agatha entendeu imediatamente a deixa de Katia.

— Eu também posso ter lembrado errado. Enfim, ou foi tijolo ou foi pedra, o importante é que ele tinha algo na mão e foi pra cima da cabeça da Katia.

A professora hesitou por um instante e assentiu.

— Está quebrado, com certeza.

— Não tem problema. Posso chamar técnicos para consertar. Com certeza dá para recuperar. Aí assistiremos às filmagens juntos — disse ela, lançando um olhar de soslaio para o homem. — Se ficar provado que meu filho foi acusado injustamente, quem não vai ser educada serei eu.

Depois de olhar para o homem, ela lançou um olhar frio e proposital para Katia.

A menina já estava intimidada, tremendo levemente.

A professora parecia confusa, pensando que, mesmo se o monitoramento fosse consertado, seria impossível filmar o que aconteceu hoje. Ela duvidava, mas duvidava mais ainda do seu próprio conhecimento técnico.

Diziam que a mãe de Adolfo era uma mulher muito poderosa, e a maneira como ela lidou com a situação agora foi impressionante. Ela não cometeria um erro tão básico.

Será que existe mesmo essa tecnologia?

O pai da menina também estava confuso, mas como não trabalhava na área, não ousou duvidar abertamente.

Se dois adultos estavam assim, imagine Katia, uma criança de seis anos.

— Tão nova e já aprendeu a acusar injustamente os colegas. Tem que ser expulsa! — Serena gritou propositalmente, em tom severo.

Katia ficou realmente assustada com aquilo e começou a chorar alto.

— O Adolfo não me bateu! Eu menti! Mas eu não queria mentir, foi a Agatha que me obrigou a falar!

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