Quem chegou foi realmente Patrícia, e ver aquela cena na cama realmente a surpreendeu.
Mas quem ficou ainda mais surpresa foi Grace. Embora sua mãe tivesse tapado seus olhos, ela ainda conseguiu ver um pouco.
— Sr. Costa, por que você não está usando roupas?
Com essa frase, as pessoas na cama congelaram.
Rogério virou a cabeça lentamente e viu Patrícia olhando furiosa para ele, e diante dela estava Grace. A garotinha tentava se livrar da mão da mãe, mas sem sucesso, então ficou um pouco irritada.
— Mamãe, o que aconteceu com o Sr. Costa? Deixa eu ver ele!
Rogério finalmente recobrou os sentidos. Primeiro lançou um olhar fulminante para Patrícia e, em seguida, vestiu-se apressadamente, mandando a mulher se vestir também.
— Sr. Costa, quem são essas duas? — A mulher estava totalmente confusa.
— Não é da sua conta. Vista-se e vá embora logo!
— Por acaso são sua esposa e filha?
— Pare de fazer perguntas!
— O que há de errado com você? Tem esposa e filha e ainda sai para curtir? Você é um lixo de homem!
— Suma daqui!
Depois de dispensar a mulher e terminar de se vestir, Patrícia finalmente tirou a mão dos olhos de Grace.
Grace, agora podendo ver, correu imediatamente em direção a Rogério.
— Sr. Costa, a mamãe disse que você tinha uma surpresa para nós. Qual é a surpresa?
Rogério enxugou o suor frio.
— Surpresa? Isso foi um susto, isso sim!
Rogério deixou Grace brincando na cama grande e puxou Patrícia para a varanda.
— O que você estava dizendo ao telefone agora há pouco? Casamento, certo? — perguntou Rogério, um pouco irritado.
Patrícia bufou.
— Seus ouvidos não estão surdos.
Rogério apontou para Patrícia e depois para si mesmo.
— Você acha que nós dois combinamos?
— Nem um pouco.
— Por que você não se olha no espelho primeiro?
Rogério deu mais uma tragada no cigarro.
— Podemos assinar os papéis, mas cada um deve ficar no seu lugar. Não somos um casal e não podemos agir como um casal.
— Isso é ótimo.
Rogério olhou para Patrícia, que concordava plenamente, e soltou um leve escárnio. Ele jogou a ponta do cigarro fora, puxou Patrícia para um lugar coberto pela cortina, encostou a testa na dela e, com as respirações se misturando, sentiu uma vontade insuportável de beijá-la.
Patrícia virou o rosto.
— As coisas que você disse agora há pouco eram só besteira?
— Eu disse que não podemos nos apaixonar, mas o contato físico ainda é permitido. — Ele beijou o lóbulo da orelha de Patrícia, inalando o cheiro que vinha do corpo dela, ficando completamente fascinado. — Naquela noite, eu esperei muito tempo por você no hotel.
— Eu não pedi para você esperar.
— Depois eu não tive coragem de continuar esperando.
— Por quê?
— Tive medo de acabar te matando na cama.

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