— Vocês têm algum problema na cabeça? Por que trouxeram uma criança para cá? Vocês...
— Sr. Costa, fui eu que insisti em vir. Fazia dias que eu não via você, eu estava com tanta saudade!
Rogério não se conteve e gritou:
— Vá para casa agora, eu não quero ver você!
Ao ouvir aquele grito, Grace ficou magoada.
— Sr. Costa, você não gosta mais de mim? Buáá, é porque você está doente e eu não fui te visitar no hospital? Eu já combinei com o tio bonito, ele prometeu me levar no sábado para ver você. Sr. Costa, não fique bravo comigo, tá bom?
Vendo que a expressão de Rogério já estava amolecendo, Serena correu até Grace e sussurrou:
— Grace, continue chorando, chore alto.
Grace sempre obedecia a Serena. Embora não entendesse o motivo, ela abriu o berreiro e começou a chorar alto.
— O Sr. Costa realmente me odeia! Estou tão triste! Eu gosto tanto do Sr. Costa, mas o Sr. Costa não gosta mais de mim!
Patrícia também entrou no jogo:
— Seu canalha, você vai matar alguém na frente da Grace?
Essa frase teve um impacto enorme. A mão de Rogério, que apertava o pescoço de Jesimiel, se soltou imediatamente.
Nesse momento, Patrícia soltou Grace propositalmente, e Grace correu chorando em direção a Rogério.
Rogério viu Grace vindo em sua direção e jogou a faca longe apressadamente, bloqueando a visão dela para Jesimiel, que estava coberto de sangue. Ele estava furioso e violento, mas diante daquela garotinha chorando e dizendo que gostava dele, ele realmente teve medo de assustá-la.
— Patrícia, você é cruel pra caramba!
— Responsabilidade uma ova, eu não quero a sua responsabilidade!
— Não quer, mas vai ter! — Patrícia apontou para Rogério. — Se quiser fazer alguma estupidez, espere se recuperar, ter alta e não ter mais nada a ver comigo, aí você faz! Se quiser matar, incendiar ou se esfaquear, eu não vou me importar!
Rogério ficou tão irritado que sentiu tontura.
— O que eu faço precisa da sua aprovação agora?
— Exatamente, precisa da minha aprovação!
Rogério virou as costas furioso, não querendo mais falar com Patrícia.
Patrícia respirou fundo algumas vezes, pensou em algo e sentou-se na beira da cama.
— Mas tem uma coisa que eu não entendo. Jesimiel te bateu e você quis matá-lo. E o Bryan? Ele também te bateu, por que você não gritou que ia matar ele também?

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