— O jantar está pronto, vamos comer.
Vendo que Grace tinha terminado a lição, Bryan falou no momento oportuno.
Patrícia não queria brigar com ele na frente de Grace, então o empurrou para fora do quarto.
— Nós não te damos as boas-vindas, por favor, vá embora imediatamente, pode ser?
Bryan olhou fixamente para Patrícia e, em seguida, levantou a mão, mostrando o ferimento.
— Agora há pouco, cortando legumes, cortei o dedo sem querer. Sangrou muito.
Patrícia soltou um riso frio. Então ele queria usar essa tática de se fazer de coitado para que ela o perdoasse?
Vendo que Patrícia não se comoveu, Bryan suspirou desapontado: — Ainda está sangrando, pelo menos me dê um curativo.
— Se eu te der um curativo, você vai embora?
— Eu vou embora.
Ao ouvir Bryan dizer isso, Patrícia foi imediatamente até a caixa de remédios na sala, pegou um curativo e estendeu para Bryan, mas ele não pegou. Apenas estendeu o dedo ferido na frente dela.
— Não consigo colocar com uma mão só.
Patrícia conteve a irritação e colocou o curativo nele. — Assim está bom?
Bryan olhou para o dedo, assentiu satisfeito e, em seguida, virou-se e pegou Grace no colo, que acabava de sair do quarto. — Querida, hora de comer!
— Bryan! — Patrícia quase quis bater nele de raiva. Ele realmente não tinha palavra.
Bryan olhou para trás e sorriu para ela: — Você esqueceu? Antigamente eu também adorava fazer essas trapaças.
Patrícia avançou e segurou o braço de Bryan. Ele aproveitou para sussurrar para ela: — Você não quer que a nossa filha veja nós dois brigando, né? Ela pode ficar assustada.
A mão de Patrícia apertou o braço de Bryan com força. — Desprezível!
Bryan sorriu. — Apenas aceite tranquilamente tudo de bom que eu fizer para vocês.
— Eu não quero que você me segure! Eu quero o colo da mamãe!
Grace tinha ficado assustada quando Bryan a pegou, por isso não reagiu de imediato, mas assim que percebeu, começou a se debater.
Patrícia não pegou o garfo. — Bryan, precisa mesmo ser assim?
— Eu disse, basta você aceitar tranquilamente o meu tratamento bom com você.
— Eu não aceito!
— Tem que aceitar.
— Bryan!
— Eu disse para não assustar a Grace.
Patrícia soltou o ar com força. Ela realmente não tinha como lidar com Bryan daquele jeito.
— Está ruim, é amargo.
Nesse momento, Grace falou. Ela comeu um pedaço de peixe e, fazendo careta, jogou-o na mesa.
— Amargo? — Bryan pegou um pedaço para si e provou. — O sabor está um pouco fraco, mas não está amargo.

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