Ao mencionar aqueles eventos do passado, Patrícia achou que perderia o controle, ficaria histérica ou até choraria muito, mas, na verdade, ao terminar de falar, ela estava extremamente calma.
Naquele momento, ela teve a certeza de que realmente não amava mais o Bryan. Não restava nem um fio de amor.
Talvez percebendo isso, o rosto de Bryan demonstrou pânico.
Ele agarrou o braço de Patrícia, apertando pouco a pouco.
— Você realmente acha que é inocente? Quando isso repercutir, acha que o público vai ficar do seu lado?
Patrícia balançou a cabeça: — Já que tive coragem de falar, estou preparada para sair do meio artístico novamente.
— Patrícia! — Bryan rangeu os dentes. — Mesmo seis anos atrás, quando vi com meus próprios olhos você na cama com outro homem e vi aquele teste de paternidade falso, eu desejei te matar, mas nunca pensei em expor isso para te destruir completamente.
— Mas você usou isso para me chantagear repetidamente, não foi?
Bryan encarou Patrícia fixamente. Ele queria ver nos olhos dela algum sinal de que ela se importava, mas não havia nada. Nem com a carreira, nem com ele. Nada.
Naquele momento, ela aceitava tranquilamente qualquer resultado.
— Patrícia, você mesma fez coisas vergonhosas e quer me arrastar junto? Que teste falso? Eu nunca fiz isso! — Rosana tentou negar.
Patrícia apenas deu um sorriso frio. Já que as cartas estavam na mesa, que o público julgasse.
— Tudo é culpa sua, foi você quem roubou minhas coisas primeiro, eu...
Rosana ia falar mais, mas Bryan gritou para ela calar a boca, empurrou-a para dentro do carro e mandou o motorista levá-la embora.
Patrícia aproveitou o momento para voltar ao seu próprio carro. Ela sabia o que enfrentaria a seguir, mas era melhor do que ter uma espada sempre suspensa sobre sua cabeça, deixando-a insegura.
Porém, assim que se sentou, a porta do carro foi aberta bruscamente.
Com o rosto sombrio, Bryan a puxou do banco do motorista e, ignorando a luta dela, a empurrou para o banco de trás. Em seguida, sentou-se no banco do motorista e arrancou com o carro.
— Bryan, o que você quer fazer? — perguntou Patrícia, atônita.
— Você... — Patrícia cerrou os punhos. — Desprezível!
Na casa de Patrícia, Grace estava debruçada sobre a escrivaninha fazendo a lição de casa. Ao ouvir o barulho da porta abrindo, soube que a mãe tinha voltado e correu entusiasmada.
— Mamãe, hoje eu me comportei muito bem, a professora me deu um certificado!
A menina terminou de falar e só então percebeu que atrás da mãe havia um homem, alguém que ela conhecia e detestava muito.
Ela imediatamente fez bico e colocou as mãos na cintura: — Pai da Agatha Fonseca, por que você veio à nossa casa? Eu não te dou as boas-vindas!
As palavras de Grace foram como uma faca no peito de Bryan. Ele ficou cheio de culpa: — Grace, eu não sou pai da Agatha, eu sou o seu pai.
Grace torceu o nariz: — Você não é meu pai coisa nenhuma!
— Grace, eu sou mesmo seu pai. Me chame de papai, pode ser?
— Bryan! — Patrícia puxou a filha para trás de si, já sem paciência. — Eu já cheguei em casa, você pode ir embora agora, não pode?

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