— Porra, não me enche!
Rogério tentou empurrar a mão em seu ombro, mas a mão o segurou com força, machucando-o. Já irritado, Rogério levantou-se num salto e desferiu um soco antes mesmo de ver quem era.
Mas o soco foi firmemente segurado pela pessoa atrás dele, e nesse momento ele viu quem era.
— Como... como você está aqui? — Ao ver Felipe, Rogério imediatamente sentiu-se culpado.
Felipe lançou-lhe um olhar frio, empurrou-o de volta para a cadeira e olhou para os outros presentes. Os outros, naturalmente, também conheciam Felipe. Aqueles que tinham noção do perigo baixaram a cabeça, mas havia também quem fosse jovem e arrogante o suficiente para provocar.
— Ora, o Diretor Costa veio. Quer jogar um pouco? — Quem disse isso foi um jovem de vinte e poucos anos, com um cigarro na boca e um ar de malandro.
Alguém ao lado o alertou para não ser tão arrogante, mas ele não tinha medo nenhum.
— O Diretor Costa é uma figura importante, não perderia tempo com gatos e cachorros como nós. Mas já que veio, se não for para jogar, seria para acabar com a festa? Se for para acabar com a festa, saiba que estes gatos e cachorros aqui também mordem.
— Este é o... Sr. Viveiros? — Felipe ergueu uma sobrancelha.
Jesimiel Viveiros sorriu maliciosamente. — Não esperava que alguém tão poderoso quanto o Diretor Costa me reconhecesse.
— O mordomo me apresentou agora há pouco, mas não importa. Depois desta noite, vou me lembrar de você. — Felipe sorriu levemente.
Jesimiel apertou os lábios; aquela frase soou estranhamente assustadora.
— O Diretor Costa não está com medo de que o Sr. Rogério perca demais e a Família Costa não consiga pagar, está?
— O que você acha?
— Acho que o Diretor Costa não é do tipo que não sabe brincar.
Vendo que Jesimiel continuava provocando Felipe sem noção do perigo, os outros começaram a suar frio. Alguns aconselharam Rogério a parar de jogar, outros disseram que estavam cansados e queriam encerrar, e alguns queriam pegar as promissórias e ir embora.
— Nada disso.
Jesimiel era claramente o que menos tinha medo de confusão ali e o mais fácil de ser provocado. Ele derrubou as cartas à sua frente. — Na verdade, estou com um pouco de medo sim, medo de a Família Costa não honrar a dívida. Mas com o Diretor Costa aqui, acho que ele não passaria essa vergonha! Vamos continuar, pessoal, o Sr. Rogério faz questão de nos dar mais um trocado!
Os outros dois, meio a contragosto, sentaram-se para continuar jogando. Depois, os três trocaram olhares entre si.
Olívia aproximou-se por trás de Felipe e sussurrou: — Numa estimativa grosseira, o Sr. Rogério já perdeu trezentos milhões.
Felipe franziu a testa. Mesmo jogando por dois dias e duas noites e perdendo todas as rodadas, não deveria chegar a tanto.
— Eles estão jogando a regra onde o perdedor vira a banca e, se a banca perde, paga dez vezes o valor.
Felipe respirou fundo. Rogério não tinha intimidade nenhuma com aquelas pessoas; estava óbvio que ele havia caído numa armadilha.
— Essa minha mão está perfeita! Haha, a sorte finalmente voltou! Vou virar o jogo! — Rogério olhou para suas cartas, com o rosto cheio de surpresa e alegria.
Os três oponentes permaneceram em silêncio, apenas trocando olhares ocasionais.

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