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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 714

— Mas eu acho que o tio é a pessoa mais incrível e legal deste mundo!

O coração de Rogério foi tocado por uma súbita e avassaladora ternura. Ele levantou a cabeça e olhou para Grace; a garotinha o encarava, com o rosto cheio de compaixão.

— Tio, se eles não te amam, eu te amo.

O nariz de Rogério ardeu. Ele cobriu o rosto rapidamente, reprimindo aquelas emoções, e então começou a rir.

— Na verdade, o tio já não se importa mais. O tio cresceu, não precisa mais de amor.

— Os adultos precisam ainda mais de amor — Grace piscou os olhos. — Porque a vida de adulto é muito dura. Se alguém os ama, eles sentem que todo o esforço vale a pena.

Rogério sentiu o coração derreter.

— Quem te ensinou essas palavras?

— Ninguém me ensinou, mas eu vejo que a mamãe trabalha muito, por isso digo a ela todas as noites que a amo. Ah, agora preciso ligar para a mamãe.

Lembrando que ainda não tinha dito à mãe que a amava, Grace usou seu relógio inteligente para fazer a chamada.

A ligação foi atendida rapidamente: — Querida, onde você está?

— O tio me trouxe para jantar.

— O filme foi bom?

— Sim, muito bom.

— E você está feliz?

— Estou feliz, sim.

Rogério olhava para a garotinha e sentia o coração se desmanchar. Ao ouvi-la falar, os cantos de sua boca subiram incontrolavelmente, e o carinho transbordava de seus olhos. Aquela sensação era estranha demais para ele, deixando-o até desconfortável.

Aproveitando que a menina falava ao telefone com a mãe, ele saiu para fumar um cigarro. Só depois de sentir o vento frio é que o calor em seu peito diminuiu um pouco.

Quão fracassado Rogério devia ser para buscar calor humano em uma criança de seis anos?

Ao terminar o cigarro, Rogério voltou para dentro, mas viu uma senhora de uns cinquenta anos sentada em frente a Grace, fazendo perguntas.

— Você se chama Grace, né? Quantos anos você tem?

— Ah, seis anos. Quem te trouxe aqui?

— O tio? E onde estão seu papai e sua mamãe?

— É sim.

Rogério encarou a mulher.

— Se a senhora não está convencida, posso chamar a polícia para confirmar?

— Não, não precisa.

A mulher acenou com a mão e saiu apressada. Rogério bufou; quem tem medo de polícia boa coisa não é.

A mulher caminhou até a porta do restaurante, mas continuou olhando para dentro.

— É muito parecida, é como se tivessem saído do mesmo molde.

Ela pensou um pouco, tirou uma foto de Grace discretamente e enviou para o filho.

— Bryan, eu vi a garotinha da foto! Ela é realmente a sua cara quando você era pequeno. Como pode ser tão parecida? Tem certeza de que você não teve um caso por aí e a mulher teve o filho escondido?

Bryan Dias estava bebendo com Fabrício e os outros. Ao receber a foto enviada pela mãe, franziu a testa imediatamente. Depois, ao ler a mensagem, caiu em pensamentos profundos.

Algum tempo atrás, ele planejara levar Grace para um teste de DNA. Por que acabou não indo?

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