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Expulsa, desbloqueei meu modo chefe supremo romance Capítulo 465

Um a um, os olhares da multidão mudaram de dúvida e desdém para admiração e surpresa.

Até o segurança, que havia caído de joelhos, contorcendo-se de dor e sem conseguir falar, ficou paralisado.

— Cof... Cof... —

Depois de várias inspirações profundas de ar fresco, a consciência da senhora idosa foi voltando aos poucos.

— Moça...

Ela estendeu a mão e segurou a de Helen. Ao perceber que Helen também era dracoviana, seus olhos se iluminaram e ela imediatamente falou em dracoviano:

— Boa menina... obrigada. Você salvou minha vida...

Helen baixou o olhar para a mão que apertava a sua, fria ao toque.

Seus olhos se voltaram para o rosto elegante e digno da senhora.

Talvez por serem ambas dracovianas em terra estrangeira, Helen achou os traços da mulher vagamente familiares.

— Não há de quê — respondeu Helen suavemente. — Senhora, você tem um histórico sério de problemas cardíacos. Não deveria se emocionar tanto.

— Estou bem, estou bem. Agora me sinto ótima — disse a senhora, o rosto transbordando gratidão após escapar da morte. — Jamais imaginei que seria salva aqui por uma compatriota. Deve ser o destino.

Quanto mais olhava para Helen, mais simpatia sentia.

— Moça, qual é seu nome? Você me salvou, e eu moro naquele asilo ali. Venha comigo. Quero que minha família lhe agrade como merece.

Helen olhou para a ambulância que se aproximava à distância e sorriu de leve.

— Não precisa. Não foi nada.

— Isso não pode! Você salvou minha vida. Preciso agradecer de alguma forma — insistiu a senhora. Enquanto falava, tirou uma pulseira de jade verde do pulso e a colocou na mão de Helen.

— Filha, este é meu presente de gratidão. Aceite, por favor.

A pulseira era claramente muito valiosa.

Suspiros suaves se espalharam pela multidão.

Mas Helen ergueu a mão e devolveu delicadamente, soltando o aperto da senhora enquanto guardava calmamente o estojo de agulhas em sua bolsa de lona.

— De verdade, não precisa — disse Helen, fechando o zíper da bolsa e colocando-a no ombro. — Eu ajudei porque você é dracoviana.

A senhora ficou imóvel por um instante.

Só depois de os médicos confirmarem que não havia problemas graves, uma enfermeira a acompanhou de volta ao quarto.

Assim que entrou, viu Wendy, vestida com um elegante vestido de dama, sentada obediente ao lado da cama, massageando suavemente as pernas de Harvey.

— Vovó Minerva! — Wendy se levantou apressada ao vê-la, o rosto tomado de preocupação. — Fabian me contou que você quase sofreu um acidente lá fora. Fiquei tão assustada.

Os olhos estavam levemente vermelhos, a expressão cheia de medo ainda recente.

— Queria ir vê-la na hora, mas os médicos disseram que você ainda estava em exames e não deixaram eu ir junto.

Harvey, que estava sério, se endireitou imediatamente. Não disse nada, mas a preocupação nos olhos era evidente.

— Estou bem — disse Minerva, sorrindo alegre ao segurar a mão de Wendy. — Graças a uma jovem maravilhosa que salvou minha vida.

No instante em que mencionou a garota, seu rosto se iluminou de entusiasmo.

— Eu estava passeando numa rua comercial próxima, pensando em comprar presentes para você e para minha neta, que ainda não conheço. Então meu coração disparou de repente. Nem tive tempo de tomar o remédio. Por sorte, uma jovem apareceu e me aplicou algumas agulhas, e fiquei bem na hora, muito mais eficaz do que aqueles médicos cheios de aparelhos!

— Que médica milagrosa? Para mim parece que você saiu por aí e foi enganada por alguma vendedora de suplementos — disse Harvey, um toque de impotência atravessando o semblante digno.

— Não sou tão ingênua assim — retrucou Minerva, lançando um olhar severo ao marido. Então, animada, começou a contar como escapou da morte e como aquela garota dracoviana a trouxe de volta com algumas agulhas de prata.

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