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Expulsa, desbloqueei meu modo chefe supremo romance Capítulo 464

Seja em Dracóvia ou Merísia, as pessoas adoravam um espetáculo.

Em meio ao burburinho, Helen captou fragmentos de conversas e percebeu que alguém havia desmaiado por causa de uma doença súbita.

— Ei, você está tão perto. Por que não ajuda ela então?

— Ela é dracoviana. Quem sabe que tipo de doença estranha ela tem?

— Eu não vou encostar nela. E se for contagioso?

— E ela também é dracoviana. Tem muitos dracovianos aqui. Se alguém for ajudar, que sejam os dela. O que isso tem a ver conosco?

...

Os merísios ao redor falavam alto, suas palavras carregadas de indiferença.

Ninguém se prontificou a ajudar.

A palavra "dracoviana" fez Helen desacelerar os passos. Ela virou o rosto para olhar.

No meio da multidão, conseguiu distinguir uma senhora dracoviana bem vestida, agarrando o peito e caída no chão, claramente sofrendo.

Seu rosto estava azul-acinzentado, os lábios escurecidos e a respiração visivelmente difícil.

Era... um episódio cardíaco agudo.

Helen avançou sem hesitar.

Uma multidão cercava a cena.

Enquanto se aproximava, ela falou na língua comum dos merísios:

— Com licença. Por favor, abram espaço.

Os curiosos se viraram para ela.

Alguns estavam prestes a responder de forma ríspida, mas ao encontrarem o olhar calmo e gélido de Helen, silenciaram. Quase instintivamente, abriram caminho.

Helen foi direto até a senhora dracoviana.

— Afastem-se! Todo mundo pra trás! Já chamei a ambulância. Até os profissionais chegarem, ninguém toca nela. Se algo acontecer, vocês serão responsáveis! — gritou um segurança ao ver Helen se aproximando.

— Sou médica — disse Helen em merísio claro e fluente, com voz fria e firme. — Silêncio e afastem-se.

Se esperassem pela ambulância merísia, que era dolorosamente lenta, seria tarde demais.

Helen tirou o boné, revelando um rosto de beleza marcante e traços vívidos.

Muitos merísios ao redor ficaram boquiabertos, impressionados não só pela aparência da jovem dracoviana, mas também pela ousadia dela.

— O que essa garota pensa que vai fazer?

— Ela é só uma menina. Como pode ser médica?

Ninguém acreditava que alguém tão jovem pudesse ser médica de verdade.

Então viram Helen tirar casualmente a bolsa de lona do ombro e pegar uma pequena bolsa cinza de pano, do tamanho da palma da mão.

Ao abrir, revelou fileiras de agulhas prateadas de diferentes comprimentos, reluzindo frias sob a luz.

A multidão explodiu em gritos exagerados:

— Meu Deus! O que ela vai fazer com essas agulhas assustadoras? Isso é algum tipo de feitiçaria oriental misteriosa?

— Ela vai matar a mulher a facadas?

Ali, em terra estrangeira, os merísios só conseguiam pensar que a garota estava espetando aleatoriamente.

Mas, se alguém ali realmente entendesse medicina tradicional, perceberia que cada agulha era fundamental.

— Essa garota... é louca! Ela realmente espetou a mulher... bem no coração!

— Meu Deus, isso é insano! Ela vai matar a senhora agora...

Ninguém acreditava que Helen pudesse salvar uma idosa à beira da morte usando apenas algumas agulhas.

Como uma dracoviana poderia ser tão habilidosa?

Se realmente tivessem esse tipo de talento, por que viriam estudar medicina merísia?

Mas, apenas alguns segundos depois das agulhas serem inseridas...

— Cof! Cof, cof...

A senhora, antes azulada e com respiração difícil, começou a se acalmar.

Tossiu forte, expelindo o ar viciado, e passou a inspirar profundamente.

A assustadora coloração azulada de seu rosto desapareceu visivelmente, voltando ao normal diante dos olhos de todos.

— Meu Deus! É feitiçaria! Feitiçaria oriental misteriosa!

— Funcionou! Ela está melhor! Está realmente melhor!

— Feitiçaria oriental é inacreditável! Que tipo de agulha é essa? Como uma espetada pode trazer alguém de volta da beira da morte?

As pessoas ao redor estavam completamente atônitas, encarando, de olhos arregalados, a jovem dracoviana milagrosa diante deles.

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