Não era difícil confirmar os boatos da cidade, eles não teriam motivo para mentir.
Nicanor relaxou a guarda, deu espaço para entrarem e sorriu:
— Ah, então são chefes que compram mercadorias. Entrem, está frio lá fora. Tem quarto sim, mas é bem simples, espero que não se importem.
Os dois seguiram Nicanor até um quarto rústico no segundo andar.
Lá dentro havia duas camas. Após se instalarem, Gregório verificou rapidamente todos os cantos do quarto. Confirmando que não havia nada de errado, agiu como um hóspede normal pedindo água quente ao dono.
Pouco depois, ele voltou com uma garrafa térmica e disse em voz baixa a Félix:
— Já me informei. Eles servem café da manhã às cinco e meia, mas é cobrado à parte.
Félix sentou-se na beirada da cama, a luz amarela revelando seu rosto ligeiramente exausto.
Ouvindo o relatório de Gregório, ele apenas acenou levemente:
— Amanhã, depois do café, vamos para a vila.
Para não levantar suspeitas, não conversaram muito.
A luz do quarto foi apagada, mergulhando tudo em silêncio.
Nicanor observou discretamente do quintal por um tempo. Vendo que não havia mais movimento no andar de cima, finalmente relaxou e foi animado para dentro de casa.
— Lourdes, chegaram grandes clientes, nosso negócio vai bombar...
No dia seguinte, antes do amanhecer, Nicanor subiu com duas tigelas de uma sopa rala de macarrão.
Félix e Gregório já estavam de pé, arrumando as malas.
Nicanor colocou as tigelas na mesa, esfregou as mãos e abriu um sorriso cúmplice.
— Chefes, o caminho até a vila é longo, o dia nem clareou direito e é difícil achar carro. Que tal um pouco de diversão para relaxar? Garanto que vão fazer negócios com muito mais ânimo.
Era comum pequenas pousadas oferecerem esse tipo de serviço.
Gregório deu uma risadinha e disse:

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