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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 682

O muro era de tijolos brancos, bem mais alto que as casas de pau a pique vizinhas. O pátio em frente era plano e espaçoso.

Bem no meio daquele piso de cimento, repousava um triciclo motorizado de carga azul, um pouco gasto.

Celina parou de supetão...

O som do gongo e a gritaria se aproximavam. A luz das tochas já dançava não muito longe dali.

Os xingamentos agudos da Dona Odete rasgaram a noite.

— ... Aquela vadia forasteira maldita! Ela botou fogo na minha casa e queimou os meus dois filhos! Quando pegarem ela, eu arranco o couro daquela praga!

Os camponeses, recém-acordados, formaram um grupo e correram para a frente da casa de tijolos brancos.

A porta da casa se abriu e um homem de meia-idade, com um casaco nos ombros e expressão séria, saiu.

A multidão gritou em uníssono:

— Sr. Alceu!

Dona Odete se atirou à frente, aos prantos.

— Sr. Alceu! A mulher que a gente comprou fugiu! Ela tacou fogo na minha casa e queimou os meus meninos, você precisa fazer alguma coisa!

O Sr. Alceu olhou para o brilho do incêndio e ordenou rapidamente:

— Beto, Carlos, tirem os irmãos de lá o mais rápido possível! Vou pegar o triciclo e levá-los para o posto de saúde na cidade.

Dito isso, ele se virou para a multidão em pânico:

— A mulher não deve ter ido longe. Peguem os cachorros e separem-se em grupos! Quando a encontrarem, deem uma surra nela e tragam ela viva.

Os homens assentiram e começaram a correr.

O Sr. Alceu correu para o triciclo no quintal.

O espaço de carga era largo. Ele apertou os sacos de estopa que estavam amontoados no canto, forrou a caçamba com palha e dirigiu até a casa de Dona Odete.

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