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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 678

Celina deu duas mordidas e, aproveitando o intervalo em que a mulher a alimentava, perguntou:

— Por favor, onde estamos?

Plaft!

O homem ao seu lado deu-lhe um tapa no rosto e avisou ferozmente:

— A boca é só para comer, não abra para mais nada! Se fizer mais algum barulho, corto sua língua!

Com o rosto ardendo, Celina ficou em silêncio.

Engoliu a comida sem sabor e manteve a mente lúcida.

Precisava descobrir onde estava e arrumar um jeito de enviar uma mensagem para Félix.

Ele, com certeza, estaria procurando por ela!

O caminhão balançou pelas estradas de terra por cerca de dois dias.

Depois disso, vendaram seus olhos, arrastaram-na para fora e a colocaram em um triciclo motorizado já um pouco velho.

O triciclo chacoalhou pelas estradas sinuosas da montanha por algumas horas antes de parar.

Ela foi arrancada do veículo. Quando a venda foi tirada, a luz forte do céu quase a fez desmaiar.

A visão clareou aos poucos, revelando um vilarejo encravado no meio das montanhas.

As casas de pau a pique eram baixas. O ar estava impregnado com cheiro de fumaça e esterco. A miséria estava estampada em todo lugar.

Celina percebeu que havia chegado ao destino dos compradores.

Ela foi empurrada até cair no celeiro de uma casa camponesa.

No quintal, três pessoas a aguardavam.

Uma mãe na casa dos cinquenta anos e dois filhos na casa dos trinta.

Desde que ela entrou, os olhos dos três a devoravam.

— Dona Odete, dessa vez a mercadoria é de primeira. É da cidade, tem estudo e saúde forte, com certeza vai dar bons filhos — disse o homem ameaçador.

Dona Odete não respondeu. Apenas entrou no celeiro e apertou o queixo de Celina, obrigando-a a erguer o rosto.

— Quantos anos? Já teve homem?

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