No fim, Tiago Maia levou a melhor, levantou Celina nos braços e, no trajeto, aproveitou para dar uns apertos maliciosos nas pernas dela.
Celina foi jogada em um quarto de paredes de barro onde guardavam grãos. Engolindo o nojo, ela começou a observar os arredores.
Quando a venda foi tirada, percebeu que o vilarejo era muito isolado.
Antes dos traficantes irem embora, ela ouviu um deles dizendo que precisavam voltar para a cidade antes de escurecer. Isso significava que não muito longe dali havia um município. Se conseguisse chegar até a cidade, poderia encontrar um meio de comunicação para contatar Félix.
Enquanto ela pensava, ouviu a conversa da família do lado de fora.
— Mãe, não posso dormir com ela hoje? Eu gostei muito dessa mulher.
Era a voz de Bruno Maia.
Depois, Dona Odete bufou:
— O que você sabe da vida? Já falei com alguém pra marcar uma data boa. Se fizermos a festa naquele dia certinho, ela vai engravidar de um menino sem erro.
— E quando vai ser? — perguntou Tiago.
— Daqui a três dias.
Então ela tinha apenas três dias para escapar dali.
Celina apertou as mãos instintivamente.
Ao anoitecer, Bruno lhe trouxe a primeira refeição do dia.
Eram duas batatas torradas.
Ele jogou as batatas no chão, parou na frente de Celina e começou a afrouxar a calça.
— Você já atendeu homem antes, sabe como faz, né?
Celina percebeu logo o que ele queria fazer. Imediatamente cobriu o rosto com as mãos e começou a choramingar com uma voz assustada:
— Não, eu não quero.
Bruno deu um tapa na cara dela.
— Você é escrava comprada por esta família! Eu faço o que eu quiser!
Dizendo isso, agarrou os cabelos de Celina e empurrou-a contra ele.
— Bruno!
Tiago entrou correndo e prendeu o pescoço de Bruno, forçando-o a largá-la.
— A mãe falou que só no dia marcado. Você não pode encostar nela agora.
Bruno teve que soltá-la.

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