Ao ouvir aquilo, Celina estreitou os olhos.
Eles nunca haviam mencionado a palavra "dopado" ali, mas Luiza, como se tivessem pisado em seu rabo, negou desesperadamente.
Isso era o mesmo que confessar sem ser perguntada.
Se a armadilha na sala de chá não foi obra dela, de quem mais poderia ser?
O que faltava agora era apenas uma prova direta que pudesse incriminá-la de vez.
Justo quando Celina pensou que, sem provas, não poderia fazer nada contra Luiza, Waldir se manifestou.
— Eu vivi muitas décadas, já vi todo tipo de monstro e demônio. Você quer falar de provas comigo? Tudo bem! Então vamos te trancar primeiro. Quando encontrarmos as provas, se for caso de polícia, chamaremos a polícia. Se for caso de punição familiar, aplicaremos as regras da família.
— Não! Papai, não se deixe enganar por essa carinha de coitada da Celina!
Ignorando o sangue escorrendo de sua mão, Luiza rastejou aos prantos na direção de Waldir.
— Papai, tudo o que fiz foi porque eu amo demais essa família!
Celina soltou uma risada abafada nos braços de Félix.
— Luiza, não tente embalar essa sua índole nojenta de assassina em palavras tão nobres. Jessica Pereira ainda tem uma dívida de sangue para cobrar de você!
Luiza estremeceu de corpo inteiro, e seu movimento de rastejar parou no mesmo instante.
Waldir observou a reação dela e assentiu com a cabeça. Sua voz soava com uma calma de quem antecipa uma tempestade.
— Muito bem. Eu criei você por mais de dez anos, e acabei criando uma cobra peçonhenta. Já que você não merece ser tratada como humana, não preciso ter nenhuma consideração com você.
Ele olhou para o homem ligeiramente acima do peso ao lado.
— Otávio, arraste-a para o quintal dos fundos e tranque-a. Quando todas as evidências de seus crimes forem confirmadas, entregue-a direto para a justiça!
Otávio era um órfão que cresceu na Família Palma. Ele obedecia cegamente às ordens da família, especialmente às de Waldir.
Ao ouvir a ordem, instruiu imediatamente seus homens a amarrarem Luiza.
— Mamãe, me salve...
Com o rosto banhado em lágrimas, Luiza se debatia, estendendo a mão ensanguentada na direção da Sra. Palma.
O coração da Sra. Palma apertou, e ela correu para interceder.
— Waldir! Quem errou foi a Celina! Como você pode tratar a nossa filha assim por causa de uma estranha?!

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