— Félix, venha cá um minuto.
A Sra. Palma chamou Félix de lado para falar algo que Celina não pudesse ouvir.
Enquanto isso, Luiza serviu uma xícara de chá e entregou a Celina.
— Sua pele é tão branca e macia. O mundo inteiro vai poder ver. O Bernardo deve estar com o gosto na boca até agora.
Os olhos de Celina escureceram. Ela ergueu a mão e desferiu um tapa forte no rosto de Luiza.
Isso era exatamente o que Luiza queria.
Ela planejava usar aquele truque para enfurecer a Sra. Palma. A mãe, que valorizava a educação acima de tudo, ficaria indignada ao ver a atrevimento de Celina.
Naquele dia, Celina não apenas seria forçada ao divórcio, como também sofreria na pele.
Luiza quase sorriu com o sucesso do seu plano perfeito.
Então, ela aproveitou o impacto para se jogar no chão, deixando a xícara que segurava espatifar-se em pedaços.
Contudo, Celina previu a estratégia dela. Em vez de se justificar, ela deu um passo à frente e pisou com firmeza sobre a mão de Luiza, cravando-a nos cacos de vidro no chão.
— Ah!
Pega de surpresa, Luiza soltou um grito agonizante. Seu rosto ficou pálido de dor.
Celina não tirou o pé. Pelo contrário, ela se inclinou, aumentou a pressão e falou lentamente, sem se importar com quem ouvisse:
— Achou mesmo que sairia impune dessa?
O coração de Luiza disparou. Logo, a voz da Sra. Palma ecoou na sala, gritando com Celina:
— Não ouse machucá-la! Guardas, aqui!
Assim que a Sra. Palma terminou de falar, vários seguranças correram para lá.
Entre eles estava o homem ligeiramente acima do peso que empunhava um chicote para torturar Félix naquela outra noite.
Félix caminhou rapidamente até Celina e a puxou para seus braços, protegendo-a.
Apenas então o pé de Celina se afastou das costas da mão de Luiza.
A mão de Luiza estava coberta de sangue, uma visão chocante.

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