Amélia sentiu-se ofendida e, irritada, disse: "Que atitude é essa? Não se esqueça, agora você é a noiva do meu filho, eu sou sua futura sogra."
Celina soltou uma risada fria: "Você está ficando velha ou tem problemas de memória? Essa ‘noiva’ não deveria estar entre aspas? E futura sogra... minha última sogra morreu de uma maneira nada boa, você também quer esse destino?"
O rosto de Amélia empalideceu diante das palavras dela.
"Não me importa o que você pensa, Alex ficou desanimado hoje de manhã por não ter te visto. A partir de agora, você deve vê-lo todos os dias. Daqui a alguns dias, quando ele sair do hospital, você vai se mudar para a casa da Família Leite com ele."
Celina estava prestes a responder, mas Amélia acrescentou: "Estou apenas te informando, não pedindo sua opinião. Uma mulher divorciada e desacreditada, meu filho gostar de você já é muita sorte! Não abuse da boa vontade!"
Qualquer um ficaria furioso ouvindo isso, mas Celina apenas sorriu.
Amélia, perplexa, perguntou: "Do que você está rindo?"
"A Sra. Leite e o Diretor Leite não parecem mais colegas de quarto do que casal?"
"Que ousadia! Quem você pensa que é para opinar sobre meu casamento?"
Celina sorriu de leve: "Me parece que a Sra. Leite é como uma antiguidade que o Diretor Leite trouxe para casa só para manter as aparências, cheia de ideias antiquadas sobre homens e mulheres, status social. Não é surpresa o Diretor Leite gostar de ver coisas novas e animadas fora de casa. Afinal, encarar uma peça de museu todos os dias deve ser bem deprimente."
O rosto de Amélia ficou roxo de raiva. "Você, você é completamente desrespeitosa, fala só bobagem!"
O sorriso de Celina desapareceu. "Se a Sra. Leite acha que só por eu fingir estar com seu filho isso não basta, e ainda lhe devo algum favor, então não vou mais fingir. Diga um valor de compensação. Se eu puder pagar, pago; se não, faço em parcelas. Assim, seguimos cada uma para seu lado."
Se Alex ouvisse isso, com certeza precisaria de um desfibrilador de novo.
Amélia, claro, não ousou aceitar tal proposta.
"Eu digo uma coisa, você responde dez, que falta de respeito!"
Dizendo isso, levantou a mão para dar um tapa no rosto de Celina.
Mas sua mão elegante, acostumada ao luxo, acertou em cheio um esfregão sujo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?