Celina ficou sem ar com o beijo, seu corpo inteiro amoleceu. Só quando ele a soltou, ela conseguiu recostar-se em seu peito e respirar com dificuldade.
Instintivamente, ela o abraçou pela cintura, buscando apoio para se manter de pé.
Acima de sua cabeça, ouviu a risada baixa e rouca de Félix.
"Que foi, não quer me soltar?"
Celina, recuperando-se, deu-lhe um soco tímido no peito, envergonhada.
"Você não tem noção de onde estamos e faz esse tipo de coisa?"
Félix arqueou as sobrancelhas.
"Na frente dos outros não posso te beijar, a sós não posso fazer nada... Isso é ser um casal?"
Com uma frase, Félix a deixou sem palavras.
"Você já foi ver o Alex hoje?" ele perguntou.
Celina baixou os olhos.
"Ainda não."
Félix respondeu:
"Consegui o melhor neurocirurgião para ele. Se não der jeito, trocamos o cérebro dele."
Mal terminou de falar, alguém bateu à porta.
Celina rapidamente se afastou dos braços dele.
Desinteressado, Félix colocou a marmita sobre a mesa do escritório e disse:
"Entre."
Para surpresa deles, quem entrou foi Janaina.
A voz dela trazia um leve entusiasmo:
"Conseguimos as provas contra Felipe Tavares! Esse laboratório, que se dizia dedicado à pesquisa de baterias de nova geração, está cheio de materiais perigosos. Além disso, há registros de contrabando e provas de que ele e Roberto Andrade tinham uma relação de senhor e empregado. Com tudo isso, ele vai pegar prisão perpétua, no mínimo."
Celina ia dizer algo, mas Leon entrou apressado, com o rosto fechado.
"Temos um problema. Acabei de receber a notícia. Felipe teve um infarto na prisão. Tentaram reanimá-lo, mas morreu."
Em menos de um minuto, o humor de Celina oscilou como uma montanha-russa.
Incrédula, ela disse:

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