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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 316

Lady Merilyn estava nervosa o dia todo. No momento em que ouviu que ambas as princesas humanas entraram no cio ao mesmo tempo - enquanto seus machos estavam nas montanhas - ela rezou fervorosamente por elas.

Então veio a notícia de que os governantes finalmente haviam retornado e o alívio máximo que veio com isso.

Mas agora, enquanto ela se apressava pelo pátio de Ravenshadow, seu coração batia rápido com um novo tipo de medo. Por que o grande rei a havia convocado?

Estava tudo bem? Seu mestre estava sofrendo um episódio feral no meio do cio? Esse medo a perturbava mais que tudo.

Uma fêmea no cio merecia um companheiro cuja mente estivesse intacta, alguém que pudesse estar totalmente presente para atender às demandas de seus corpos. E este era o primeiro cio da Princesa Aekeira. A ideia de ela passar por isso sem os cuidados adequados...

Merilyn apressou seus passos.

Quando ela chegou à porta, estava sem fôlego, seus nervos esticados. Os aposentos do Senhor Vladya estavam fortificados, então ela não podia ouvir nada do lado de fora.

Ela bateu, ansiosa. -Vossa Alteza, sou eu - Lady Merilyn. Você solicitou minha presença.

A porta se abriu instantaneamente.

Um Rei Daemonikai desgrenhado, suado e completamente angustiado estava do outro lado. Seus olhos selvagens, peito ofegante, corpo vibrando de tensão.

-Entre.- Sua voz era profunda, rouca de cio e frustração.

Merilyn entrou. O cheiro de cio e feromônios era tão intenso, tão potente no ar, que sua cabeça girou. O desejo surgiu, a luxúria se agitou. Ela lutou para se manter sob controle.

Seu primeiro olhar pousou em seu mestre. Vestido com calças folgadas, seu corpo poderoso relaxado mas alerta, em pé ao lado do colchão onde a Princesa Aekeira dormia sob os lençóis.

Merilyn sentiu um alívio quando viu que ele estava inteiro. Satisfeito. No controle. Aekeira estava recebendo cuidados. Bom.

Mas quando o Rei Daemonikai a levou para o quarto adjacente, todo o alívio desapareceu. A Princesa Emeriel estava um desastre.

Ela estava encolhida, tremendo violentamente, como se estivesse sendo agarrada pelo inverno mais frio. Dentes batendo, tremendo com espasmos, braços marcados com arranhões vermelhos, pele escorregadia de suor e lágrimas. Choros suaves e incoerentes escapando de seus lábios.

Ela havia se retirado para sua própria mente, completamente inconsciente de seu entorno.

O estômago de Merilyn se contorceu.

-O que está acontecendo com ela?- O rosnado gutural do grande rei ecoou enquanto ele andava de um lado para o outro no quarto como um animal enjaulado. -Tentei montá-la, e não consegui...- Ele passou uma mão inquieta pelos cabelos úmidos. -E não consegui... Eu odeio vê-la assim! Cada parte de mim quer acabar com o sofrimento dela, mas não consigo!

Merilyn recuou. Sua raiva, frustração e impotência enchiam o quarto como uma tempestade se formando.

-Por que ela não me deixa entrar?- Sua voz soava dolorida, ansiosa. -Por que não posso fazer nada por ela?

Merilyn se aproximou, forçando-se a se concentrar. Sentando ao lado de Emeriel, ela a examinou de perto.

-Onde está... meu Amado?- Sua voz estava tão fraca, com clara dor. -Faça parar...

O animal de Merilyn uivou em simpatia pela princesa. Ela tinha uma ideia do que poderia estar acontecendo... e não era bom.

-É grave,- Lady Merilyn disse ao macho angustiado da princesa. -Muito grave.

O Grande Rei parou. -O que está acontecendo? O que posso fazer por ela?

Lady Merilyn olhou para a princesa tremendo. -Princesa, você pode me ouvir?

O gemido mais fraco foi a única resposta que ela obteve.

-Ela está sofrendo,- ela olhou para o grande rei. -Precisamos fazê-la dormir primeiro.

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