-Tenho medo que sim, Vossa Majestade.
Seus olhos se fecharam. Ele não falou nem se moveu, apenas ficou ali em silêncio.
Merilyn teve a súbita vontade de estender a mão, oferecer algum conforto. Mas ela não era tola o suficiente para tocar um homem lutando contra o chamado de seu cio.
-Sinto muito, Vossa Majestade,- ela disse suavemente.
Ele soltou uma risada, sem humor. -Por quê? Não é sua culpa. Eu sou o monstro que brutalizou minha mulher.
Merilyn virou seu olhar para a princesa adormecida. Mesmo agora, apesar dos efeitos da poção, ela estava inquieta. Sua respiração vinha de forma desigual, seu pequeno corpo se movendo de vez em quando, soltando gemidos de dor.
-Alguma coisa pode ser feita?- ele perguntou em um tom baixo.
-Sim, na verdade.- Ela levantou a cabeça de Emeriel, descansando-a em suas coxas.
A cabeça do Rei Daemonikai se ergueu, sua mão caindo de seu rosto. -O que é?
-Você precisa se reintroduzir ao corpo dela.
Suas sobrancelhas se franziram. -Como?
Merilyn suspirou. -Não será fácil.
A impaciência passou por seu rosto. -Me diga.
-Seu sêmen. E uma grande quantidade dele.- Merilyn podia sentir o calor subindo em seu pescoço, mas ela limpou a garganta e continuou. -Você precisa derramar fora dela e então... reintroduzi-lo com seus dedos. Encorajá-la a engolir, também ajudará. Você precisa fazer o que for necessário para se liberar o máximo de vezes possível, e introduzir em seu corpo. Através do seu sêmen, o corpo dela pode reconhecê-lo novamente.
O Rei Daemonikai ponderou suas palavras antes de murmurar, -Não sou do tipo que chega ao clímax rapidamente.
Ela já havia deduzido isso.
-Por isso eu disse que não será fácil,- ela respondeu. -Mas você precisa encontrar uma maneira de torná-lo possível. Faça o que for preciso. Mantenha essas instruções em mente, e mais do que tudo... simplesmente seja você mesmo.
-Escute o corpo dela, note até os menores detalhes... Então escute o seu próprio e simplesmente seja você mesmo,- ele murmurou.
Merilyn inclinou a cabeça. -Huh?
-A Oráculo. Essas foram as palavras que ela me disse. Ela afirmou que era a única maneira de eu poder ajudar Emeriel durante esse cio.
Merilyn considerou isso, então deu um lento aceno. -Isso faz sentido.
Então, ela se levantou, colocando cuidadosamente a cabeça da princesa de volta nos travesseiros. Emeriel se mexeu ligeiramente, mas permaneceu em um sono profundo e perturbado.
-Vou me retirar agora,- disse Merilyn, puxando as cobertas sobre o corpo nu da princesa. -Ela não vai permanecer dormindo por muito tempo.
-Você sabe muito sobre isso,- o grande rei a avaliou de perto. -Isso aconteceu com você.
O dedo de Merilyn se apertou nas pregas de sua saia, seus olhos indo em direção à porta fechada.
O Rei Daemonikai seguiu seu olhar. -Foi com Vladya, não foi?
-Depois que nosso ritual de ligação falhou.- Ela admitiu, desviando o olhar da porta. -Eu não podia acreditar que tinha acabado assim, depois de tudo o que tínhamos passado.
Ela deu um sorriso triste e fugaz. -Aquelas eram épocas sombrias. Enquanto tentava lidar com a desilusão, eu tomei supressores de cio. Vladya... ele estava ainda mais confuso do que eu. E digamos apenas que... nossas intimidades naquela época eram por todas as razões erradas, e refletiam isso.
-Quando parei com os supressores seis meses depois, meu próximo cio com ele foi... um desafio.- Ela balançou a cabeça, afastando-se da memória. -Eu diria que ele esqueceu completamente. Faz mais de um milênio, afinal. Mas algumas experiências, uma dama nunca esquece.
O Rei Daemonikai assentiu.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...