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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 166

As sobrancelhas do grande rei se ergueram. -Vladya? Por que ele faria isso—

Um rosnado selvagem cortou o ar, e a porta entreaberta se abriu com um estrondo alto. Lord Vladya saiu furioso. Ou melhor, o que seria ele?

Aekeira deu um suspiro, tropeçando para trás. Seu pescoço se esticando enquanto ela inclinava a cabeça para cima, para cima, para cima, para encontrar seu olhar. Seu rosto estava contorcido, suas presas expostas em um rosnado feroz.

Tendo mais de sete pés de altura, ele era uma mistura de homem e besta. Ela continuou recuando, se movendo por reflexo até que suas costas colidiram com a parede. Aekeira nunca tinha visto um Urekai em meia-transformação, mas era tão aterrorizante quanto a forma completa de besta deles.

Lord Vladya estava sobre ela em um instante, seu corpo maciço a pressionando contra a parede, perto o suficiente para que ela pudesse sentir o calor irradiando de sua pele. Seu rosto a poucas polegadas do dela, ele parecia feroz e selvagem. Zangado.

Mas de novo, quando ele não estava?

O nó de ansiedade em seu estômago começou a se soltar. Mesmo que apenas um pouco. Ironicamente, Aekeira percebeu que estava mais com medo do grande rei e de seu interrogatório do que deste homem diante dela.

Aquelas garras poderiam rasgá-la em segundos, aquelas presas afiadas poderiam despedaçá-la em pedaços, e aqueles braços—grossos como troncos de árvores—poderiam esmagá-la sem esforço. E ainda assim... o medo continuava se desenrolando.

-Lord Vladya,- ela sussurrou.

Com hesitação, ela levantou a mão em direção a ele, pairando a apenas algumas polegadas de seu abdômen antes de finalmente descansar a palma contra seu estômago endurecido.

Tocando ele.Acalmando ele.

A pele sob seus dedos estava quente, quase febril. -Sou eu... Aekeira...

Um rosnado profundo começou em seu peito, vibrando contra sua palma. Sua cabeça se abaixou em direção ao pescoço dela, narinas dilatadas. Aekeira o expôs ainda mais, oferecendo-lhe acesso.

Cheirar, cheirar, cheirar.

Segurando a respiração, ela fechou os olhos enquanto seu nariz deslizava ao longo de sua pele.

Ele rosnou, o som mais baixo desta vez. Menos ameaçador. Quase... calmante.

-Está tudo bem.- A mão de Aekeira subiu gentilmente por seu abdômen até as saliências de suas costas largas, os músculos cordados sob seus dedos incrivelmente firmes. Ele era aterrorizantemente poderoso, e era como acariciar um leão selvagem. Ainda assim, Aekeira não conseguia parar de tocá-lo. “Estou aqui.”

Outro ronronar. Este mais suave... quase um ronronar.

“Estou aqui,” ela repetiu. Suas mãos, trêmulas, continuaram a acariciar suas costas gentilmente.

Ele ronronou.

O som era tão estranho, tão inesperadamente caloroso e calmante, que por um momento Aekeira não conseguia acreditar que vinha deste meio-homem-meio-bestial diante dela.

Mas então ele fez de novo.

Um longo ronronar que enviou borboletas em seu estômago, afastando os últimos resquícios de medo.

-Santo Ukrae,- as palavras chocadas de Lord Ottai cortaram o momento, sacudindo Aekeira.

Ela estava tão focada em Lord Vladya, tão envolvida em sua presença, que havia esquecido completamente da audiência. Olhando para os dois grandes governantes, ambos pareciam completamente atônitos. Eles a encaravam em espanto aberto.

A surpresa de Lord Ottai estava estampada em seu rosto, mas a expressão do grande rei era mais reservada. Ele parecia pensativo, analisando... e um traço de algo que Aekeira não conseguia decifrar em seus olhos.

Lord Vladya continuava a se esfregar contra seu pescoço, seu nariz roçando contra sua pele. Outro ronronar seguiu.

Então, com um suspiro trêmulo, ele começou a voltar para sua forma humana.

Sua altura imponente diminuiu, garras e presas recuaram, pelos recuaram. A selvageria em seus olhos suavizou, apenas um pouco.

Claro, ela lembrou.

Estou lutando contra meus instintos para não te empurrar contra esta parede, arrancar suas roupas, e te foder tão forte que você não saberá a esquerda da direita. Estou lutando para não...- Sua respiração veio em arfadas pesadas e desiguais. -Estou lutando, Aekeira. Agora seria um bom momento para fugir.

Capítulo 166 1

Aekeira sentiu o calor se espalhar por suas bochechas, ela se encolheu mais perto do calor do meio-feral masculino do qual deveria estar fugindo. Maldita audição aguçada deles.

Diga a palavra! Diga a palavra, Aekeira!

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