A mistura de aromas tornou a investigação de Daemonikai uma tarefa enlouquecedora. Tolos incompetentes.
Se ele soubesse que eles só iriam confundir a cena, ele não os teria enviado para investigar em primeiro lugar.
Suas pegadas e aromas ocupavam todos os cantos, tornando mais difícil do que nunca separar o que realmente importava. Mas isso não o deteria.
Três horas depois, ele ainda estava na cena do crime, tendo refeito todos os passos que Emeriel havia dado.
Ele vasculhou o jardim, repetidamente, com uma minúcia que beirava a obsessão.
Ainda assim, ele não encontrou nada.
A irritação o consumia enquanto se preparava para repetir a busca mais uma vez.
Desta vez, ele se transformou parcialmente em sua forma bestial para aguçar seus sentidos, focando seu nariz para distinguir o cheiro de Emeriel da teia de outros que pairavam no ar. Mas ainda assim... nada.
Muito em breve, o amanhecer chegaria. Era hora de voltar.
Seus instintos estavam à flor da pele a noite toda por estar longe de Emeriel. Ele sabia que ela estava segura, protegida sob a vigilância de Vladya.
Mas enquanto confiava em Vladya com sua vida, ele não confiava nas vozes na cabeça de Vladya.
Esse risco sozinho havia mantido os nervos de Daemonikai tensos a noite toda.
-Wegai,- ele chamou.
Seu soldado chefe apareceu instantaneamente, tendo ficado por perto a noite toda, mas sabiamente mantendo sua distância conforme ordenado.
-Vossa Graça.- Wegai reconheceu com uma reverência.
-Reúna os homens. Estamos voltando.
Eles estavam perto da entrada do jardim quando Daemonikai de repente congelou, seus sentidos se agarrando a algo.
Um cheiro tão fraco que era quase um fantasma no ar. Mas ele reconheceria aquele cheiro em qualquer lugar.
-Ninguém se move,- ele ordenou.
Os soldados ficaram imóveis enquanto ele rastreava o cheiro mais adiante no jardim.
Lá, no concreto, uma pequena gota de sangue brilhava fracamente nas sombras.
Daemonikai se agachou, respirando profundamente o cheiro, deixando-o encher seus pulmões.
Não, ele não havia se enganado. Era o sangue de Sinai.
Se fosse o sangue de qualquer outra pessoa, ele poderia ter perdido. De longe, todo sangue cheirava igual, requer um nível de proximidade e familiaridade para notar diferenças sutis.
Esse sangue era um que ele conhecia intimamente.
Tão familiar para ele quanto o seu próprio, pois ele havia vivido dele, sobrevivido por ele, por dois mil anos.
O que o sangue de Sinai estava fazendo aqui?
-Wegai, venha.
O soldado se aproximou sem hesitação.
-Vá para a Sede das Damas e emita uma prisão oficial da Senhora Laelsienai,- ele ordenou. -Faça isso agora.
MESTRA SINAI
-Hm, alguém está bastante satisfeito esta manhã,- Daryl murmurou, sua voz grossa de sono.
Sinai sorriu, virando-se para encarar seu amante. A primeira luz do amanhecer espiava pela janela, lançando um brilho suave sobre o quarto. A satisfação pulsava em suas veias.


Toda a cor drenou do rosto de Sinai. O que...?
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...